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Louco por motos

A motocicleta e o OB

por Mário Sérgio Figueredo, em 02.10.08

Nós, maridos, namorados, noivos, companheiros, passamos por pelo menos tres dias "de cão", todo mês. Inexplicavelmente todas as mulheres são acometidas de uma intolerância radical com qualquer ser mortal que ouse se aproximar dela num raio de cinco metros, sob qualquer pretexto, principalmente quando esse ser mortal somos nós.

 
Estou falando da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual, também conhecida por TPM, que é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual, podendo ser tão severos que interferem significativamente na vida da mulher.
 
A TPM é uma desordem neuropsicoendócrina com sintomas que afetam a mulher na esfera biológica, psicológica e social. Os efeitos no organismo feminino são devastadores e incluem: 
  • Irritabilidade (nervosismo),
  • Ansiedade (alteração do humor com sentimentos de hostilidade e raiva),
  • Depressão (com sensação de desvalia, distúrbio do sono, dificuldade de concentração)
  • Cefaléia (dor de cabeça),
  • Mastalgia (dor ou aumento da sensibilidade das mamas),
  • Retenção de líquidos (inchaço ou dor nas pernas),
  • Cansaço,
  • Desejos por alguns alimentos como chocolates, doces e comidas salgadas.
   
Não é de admirar que com todos esses efeitos elas se tornem tão insuportáveis, naqueles dias, colocando à prova todo o nosso estoque de paciência. Muitos relacionamentos sucumbem simplesmente porque o homem não entende que esse comportamento é involuntário e incontrolável e revida aos ataques femininos.
 
Mas nós, homens inteligentes e bem-informados que somos, sabedores que esse comportamento não é deliberado, podemos tomar algumas ações pacificadoras que visem o bem-estar da companheira, e também o nosso.
 
A moto pode ser parte da solução. Quando perceber que sua parceira está sofrendo com os sintomas da TPM, você pode fazer duas coisas com a moto:
 
A primeira, saia para dar uma volta bem longa e demorada. Quando você voltar para casa a TPM já estará menos intensa, ela já estará com saudades e o convívio será mais fácil.
 
A segunda, e melhor, convide sua parceira para ir junto na volta de moto e neste caso, que a volta seja bem mais longa. Durante o passeio o capacete, além de impedir agressões verbais, provocará o ambiente propício para que sua companheira desfrute de momentos de introspecção. Quando voltarem para casa ela vai te tratar muito melhor porque na conversa consigo mesmo dentro do capacete ela vai concluir como foi malvada com você e vai querer compensar esse mau-comportamento. Essa compensação pode ser muito agradável, principalmente por ela estar no seu período infértil.
 
Brincadeiras à parte, concluimos que para ser mulher tem que ser muito macho. Não consigo imaginar e nem gostaria de saber como é carregar aquele barrigão por nove meses e ainda no final suportar todas as dores que a maternidade acarreta; viver durante anos dedicando-se quase que exclusivamente aos filhos e ainda passar todos os meses por período de TPM e menstruação.
 

Decididamente, não é fácil ser mulher.

 

Texto em homenagem ao meu amigo André Garcia.

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