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Louco por motos

Wrong way

por Mário Sérgio Figueredo, em 10.11.08

 


Estrada errada, você ainda vai pegar uma

 

Aqui em Curitiba, toda sexta-feira tem encontro de motociclistas no estacionamento do Estádio do Pinheirão, ocasião ótima para ver motocicletas de todas as tribos e sem tribos, e conhecer gente nova e interessante.

 

Na última sexta, estive lá com os meus amigos Tex Texano e Alexandre, onde tive o prazer de conversar e conhecer um pessoal que vive na estrada, viajando para todo canto a bordo de uma Suzuki DR-800, uma Yamaha 600 Ténéré e uma BMW GS 1200. No meio da conversa eles me relataram uma história que me fez relembrar uma situação parecida que eu vivi.

 

Numa viagem deles pelo norte de São Paulo e sul de Minas Gerais, seguiam para um destino pré-definido, sem que nenhum dos integrantes do grupo conhecesse a região, baseando-se somente em mapas.

 

Num trevo com várias saídas, indicados por uma placa que apontava o destino desejado, pegaram uma das saídas e abriram o gás num interminável retão.

 

Após 2,5 horas de viagem, pararam num posto para abastecer e resolveram perguntar em que lugar estavam. Procurando no mapa, não encontravam a tal da cidade. Auxiliados por um motorista de caminhão, finalmente acharam no mapa a cidade e constataram que haviam andado mais de 250 km na direção errada. Estavam num raio alguns graus abaixo do desejado e, pior, não havia estrada que os fizesse cortar caminho até o destino correto. Tiveram que voltar todo o trajeto errado e pegar a estrada certa, rodando 500 km fora dos planos. Pensa que algum deles se aborreceu com o erro? Nada disso, divertiram-se para caramba com o ocorrido.

 

Quem viaja muito acaba um dia passando por uma situação semelhante.

 

Comigo aconteceu algo parecido quando ia de Curitiba para Itanhanhém-SP. Como já tinha feito o mesmo trajeto alguns anos antes, estava meio confiante de saber o caminho e porisso não prestei muita atenção nas placas. Cheguei no trevo, que eu achava ser o certo, e saí da BR-116, logo depois da cidade de Registro. Só que era o trevo errado e segui pela estrada até dar de cara com o mar, num pequeno lugarejo cheio de casas de pescadores.

 

 

Perguntando, descobri que havia pêgo a estrada errada, sendo obrigado a voltar pela mesma, percorrendo em sentido inverso os mais de 50 km que havia percorrido. Interessante é que isso não nos aborrece, pelo contrário, parece que deixa a viagem mais gostosa e divertida.

 

Viver o inusitado faz parte da aventura e depois vira motivo de boas histórias que podemos contar nas rodas de amigos.

 

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