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Louco por motos

Onde é que elas se escondem?

por Mário Sérgio Figueredo, em 03.12.08

 

Se você mora num grande centro, observe o trânsito diário e vai ver dezenas, talvez centenas de motos circulando para lá e para cá num frenesi constante e amalucado. Entretanto, 99,9% delas são até 250 cc. Verá poucas motos de cilindradas superiores a 500 cc.

 

Se observar no sábado e domingo, também não as verá.

 

Daí pergunto: Onde é que se escondem as motos grandes? Quando é que elas saem da toca? Onde é que vão, já que quem compra uma moto grande quer desfrutar de todo o prazer que elas proporcionam?

 

Acho que achei a resposta ...

 

Domingo passado fui num churrasco comemorativo de aniversário e formatura da minha sobrinha Alessandra, a mais nova engenheira bioquímica do Brasil, acontecimento que me deixou muito orgulhoso como tio coruja.

 

A festinha foi na sede da associação dos funcionários da Copel (nossa empresa de energia elétrica), às margens do início da BR-277, que liga Curitiba a Ponta Grossa-Pr, rodovia pedagiada com asfalto de primeiro mundo e paisagens lindíssimas do planalto dos Campos Gerais, incluindo Vila Velha com suas formações areníticas, os assustadores enormes poços de Furnas e a bucólica Lagoa Dourada com suas águas cristalinas, paradas obrigatórias para qualquer turista que viaja pela nossa região.

 


A TAÇA
Símbolo internacional do Parque Nacional de Vila Velha

 

Depois de saborear e me empanturrar de filé, linguiça, galeto, arroz e salada de tomates com cebolas, achei uma sombra num morro perto da cerca, de frente à rodovia, para apreciar o trânsito.

 

De cara, fiquei extasiado com uma Ferrari vermelha que passou abrindo o gás, que barulho maravilhoso tem aquele motor. Passaram também outros carros não menos glamurosos, como um Dodge Viper e duas Porshe 911.

 

Audis, Mercedes e BMW a gente nem olha mais de tão comuns que são em nossas estradas, mas uma Mercedes chamou minha atenção, aquela feita em conjunto com a MacLaren e que foi comprada por um empresário aqui da minha cidade (coisa de milhão e meio...., de DÓLARES). Curitiba é o segundo mercado nacional de carros importados, perdendo apenas para São Paulo em volume de vendas.

 

Mas eu não estava lá para ver carros, queria ver eram as motos pegando a estrada. Não perdi a viagem, vi muitas motos passarem naquela hora que fiquei ali "jiboiando". O ponto em que eu estava era particularmente estratégico pois a uns 500 metros antes tem um posto da Polícia Rodoviária Federal e o pessoal passa perto dos 50 km/h e logo em seguida abre o gás para ganhar velocidade e curtir aquela estrada que é um "tapete", justamente no ponto em que eu estava assistindo ao show.

 

Vi muitas motos grandes, raramente sozinhas, sempre em grupos de 3 ou mais.

 

Superesportivas eu vi às pencas, enrolando o cabo com gosto. Vi também 2 grupos mesclados com motos streets, dual purpose e custons, o primeiro com mais de 60 e o segundo com 32 reluzentes motos  (esse eu cheguei a contar).

 

A maioria delas são novas (Hornets, Fireblades, Bandits, Harleys, R1s, Buells, XT 660, V-Stroms, etc), mas é também expressivo o número das mais antigas (Hondas Sete Galo com seu ronco inconfundível e inigualável - vi quase uma dúzia delas, a imponente Yamaha Super Ténéré 750, Kawasakis Vulcans 800 e 1500 cc, passou uma Honda Valkyrie, uma Honda Magna 750 e finalmente algumas Yamaha TDM 850 e 900.

 


Honda Valkyrie 1500 cc
Motor de 6 cilindros opostos

 

 

Literalmente babei assistindo àquele espetáculo. Aquela hora passou que nem vi, tal à beleza das motos que desfilaram à minha frente, pena que não levei filmadora ou câmera fotográfica; fica para a próxima.

 


Honda 750 Magna
Motor de 4 cilindros em "V"

 

Matei a charada: moto grande gosta mesmo é de estrada e muito asfalto.

 

 

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