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Louco por motos

Semana daquelas

por Mário Sérgio Figueredo, em 19.02.09

Na última quarta-feira passamos por um grande susto: minha mãe levou um tombo na cozinha do apartamento e caiu com a perna esquerda torcida, o que ocasionou fratura total da cabeça do fêmur, lesão que só é passível de recuperação através da implantação de prótese.

 

Na quinta-feira pela manhã, foi submetida a uma cirurgia definida como de "grande porte" para a remoção da parte do osso afetada e o implante de prótese para restabelecimento da articulação da perna esquerda junto à bacia.

 

As próteses ortopédicas tiveram uma grande evolução nos últimos 10 anos - só para se ter uma idéia; se antes o implante de prótese semelhante demorava perto de 01 ano até que o paciente voltasse a andar normalmente, porque era necessário aguardar a calcificação do osso, absorvendo a prótese, hoje usa-se um tipo de cimento que fixa a prótese e permite ao paciente sair andando do hospital (com muletas) em apenas 3 ou 4 dias pós cirurgia. Fantástica evolução.

 

A cirurgia em si é coisa corriqueira porque exige apenas uma incisão de aproximadamente 20 cm no local da fratura, visando a instalação da prótese, entretanto, minha mãe tem 72 anos e é fumante desde a adolescência, portadora de Enfizema Pulmonar, e foi justamente aí que o bicho pegou. Com a anestesia geral os pulmões param de funcionar, sendo necessário entubar o paciente. Após a cirgurgia os tubos são retirados e os pulmões devem voltar espontaneamente ao seu funcionamento - isso num paciente normal.

 

Finda a cirurgia os pulmões dela não voltaram a funcionar em sua plenitude, apresentando uma capacidade de oxigenação do sangue inferior a 80%, quando o necessário é algo superior a 95%. Isso obrigou-a a permanecer na UTI com assistência respiratória por 48 horas.

 

Durante esse tempo seu estado geral piorava e as informações que recebíamos dos médicos eram as mais desanimadoras possíveis, provocando grande apreensão da família e nos preparávamos para o pior.

 

Inúmeras foram nossas preces aos céus para que o Senhor olhasse com benevolência para nossa maezinha que estava em situação difícil, prestes a nos deixar para sempre.

 

Como por milagre, sei lá se decorrente de nossas preces e orações, na manhã do terceiro dia de UTI, seus pulmões apresentaram uma melhora surpreendente e inesperada, que jusficaram sua imediata saída da UTI, sendo tranferida para um apartamento, podendo respirar normalmente sem o auxílio de aparelhos.

 

Hoje, quinta-feira (19/02), ela já está novamente em casa iniciando o longo processo de recuperação física, junto ao convívio da família.

 

Ah! Apesar do susto que tivemos e de todo o sofrimento que ela passou, adivinhem qual foi a primeira coisa que fez quando chegou em casa, apesar na nossa insistência contrária.

 

Acendeu e fumou um cigarro.

 

Infelizmente.

 

 

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