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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010
Ponte de safena - visão do operado.

Neste mês de março de 2010, passei por uma experiência no mínimo inusitada, a instalação de duas pontes de safena no meu coração, procedimento totalmente custeado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

  

Antes de fazer a cirurgia busquei na internet algum relato feito por pacientes de procedimentos semelhantes, mostrando seus medos, suas dores e angústias.  Resultado: não encontrei nada que mostrasse a visão do operado. Daí a decisão de fazer este relato que será a minha contribuição para futuros “candidatos” a esse tipo de cirurgia, onde abordarei nos mínimos detalhes os dez primeiros dias pós operação. Vamos lá:

 

No processo de recuperação pude também perceber que poucas pessoas sabem exatamente o que é uma operação de ponte de safena ou para que serve, por esse motivo farei uma rápida explanação inicial para explicar:

 

A função do coração, como sabemos, é bombear o sangue até as partes mais extremas do nosso corpo, garantindo alimentação e oxigenação a todas as células, mesmo as mais longínquas. Esse bombeamento ocorrre com a contração dos músculos do coração. Para que esses músculos tenham força suficiente para bombear o sangue, o coração se auto-irriga através de vasos sanguíneos de grosso calibre. Pois bem, quando algum desses vasos responsáveis pela auto-irrigação dos músculos do coração apresenta algum problema, a medicina moderna achou uma solução, que é a de instalar uma outra veia que faz uma ponte externa no coração, garantindo que os músculos afetados voltem a ser irrigados por sangue. Normalmente a veia mais utilizada nessas pontes é a safena, que temos uma em cada perna.

 

 

Primeiro dia

 

Acompanhado de minha esposa, apresentei ao hospital para internamento, no dia 22/03/2010 às 08:00 horas, sendo imediatamente encaminhado para uma enfermaria com 5 leitos (apenas 3 ocupados, contando comigo), móveis novos e de ótima qualidade, ótima higiene, banheiro espaçoso, farta iluminação e ventilação excelente.

 

Por volta das 10:00 horas começei a participar dos procedimentos preparatórios para a cirurgia que estava prevista para a manhã do dia seguinte. A primeira visita foi da enfermeira do banco de sangue, que retirou uma amostra de sangue para preparar bolsas de sangue que seriam utilizadas numa possível transfusão. Primeira picada na veia.

 

Não se passaram 10 minutos e vem outra enfermeira fazer nova coleta de sangue para alguns exames solicitados pelo médico. Outra picada na veia.

 

Meia hora depois aparece mais uma enfermeira para instalação/fixação de ponto de acesso venoso, recurso que visa facilitar a aplicação de remédios diretos na veia – para evitar a necessidade de de inúmeras novas picadas na veia, instala-se uma agulha de acesso em uma das veias periféricas do braço ou da mão, ficando lá por até 4 dias quando deverá ser substituida por outra agulha em outra veia – terceira picada em menos de uma hora.

 

Mais tarde fui levado para fazer exames de ultrassom nas veias safena de ambas as pernas e em algumas veias do pescoço.

 

Nada mais ocorreu de importante no primeiro dia, exceto a aplicação de um monte de medicamentos no ponto de acesso previamente instalado no meu braço.

 

Segundo dia

 

Às 07:30 horas entra no quarto um enfermeiro com a maca que seria utilizada para me transportar até o centro cirúrgico. Nesse momento eu já havia tomado meu banho e vestido uma camisola típica de hospitais, totalmente nu por baixo.

 

Deitei-me na maca e fui conduzido por vários corredores até chegar à porta do centro cirúrgico onde me despedi da minha esposa com um beijo e ela me desejando boa sorte.

 

Já sendo conduzido dentro do centro cirúrgico passei em frente a inúmeras sala de cirurgia, entrando numa delas onde já me esperavam o médico anestesista e duas enfermeiras encarregadas de me preparar para o procedimento. Fui transferido da maca para a mesa de cirurgia e em menos de cinco minutos já estava recebendo através do acesso no meu braço algum tipo de anestésico que me fez apagar e não ver mais nada.

 

Quando acordei, ainda estava dopado e sem entender muito o que estava acontecendo e aos poucos fui tomando consciência do que tinha acontecido e de onde eu estava. Estava na UTI cardíaca, sala fortemente iluminada e escutava ao fundo a conversa dos enfermeiros e os bipes dos equipamentos de monitoração dos sinais vitais – iguais àqueles que a gente vê nos filmes e novelas.

 

Não sentia dores, apenas algum desconforto pelas incisões decorrentes da cirurgia, um grande curativo na perna esquerda e outro no peito em toda a extensão do osso esterno. Além desses ainda tinha uma sonda instalada na uretra, outra no abdome, um novo ponto de acesso no braço (esse era arterial, mais profundo e dolorido) e um último ponto de acesso instalado na veia jugular do lado direito do pescoço.

 

Perguntei as horas, 16:30, ou seja, estava “apagado” há mais de 8 horas.

 

Aquele resto de dia e a noite passei na UTI, sendo acompanhado por um grupo de enfermeiros muito atenciosos e prestativos e em momento algum senti qualquer tipo de dor que merecesse registro.

 

Terceiro dia

 

Não posso dizer que acordei porque dentro da UTI somos mantidos sedados e por esse motivo mais dormimos que ficamos lúcidos, daí o dia passa rapidinho. A rotina do dia foi só a de dormir, ser medicado e receber visitas da minha esposa e filha no início da noite.

 

Quarto dia

 

Por algum motivo o ponto de acesso que eu tinha no braço se perdeu e como o médico solicitou novo exame de sangue arterial que tinha que ser feito através da coleta de alguma artéria mandaram um enfermeiro incumbido dessa tarefa. Vejam que eu falei coleta de uma artéria; diferente das veias periféricas que são superficiais à pele e quase indolores, as veias arteriais são profundas e a picada extremamente dolorosa.

 

O sujeito começou a me picar em diversos lugares do braço e não conseguia achar a tal da veia; já tinha me picado dolorosamente mais de 8 vezes e nada, quando finalmente desistiu e solicitou um substituto. Veio outro que depois de me provocar fortes dores em mais de 6 tentativas, teve o mesmo fracasso. Nesse momento espernei e me recusei a continuar sendo submetido a tal tortura.

 

Vieram algumas pessoas conversar comigo, uma delas supervisor do laboratório e este conseguiu me convencer a mais uma tentativa. Para isso mandaram um terceiro coletor, um rapaz novo mas pelo jeito muito experiente, tanto que na primeira tentativa conseguiu cumprir a missão, minimizando meu sofrimento. Que alívio!

 

Logo no início da tarde recebi a visita do meu médico que providenciou a retirada da sonda uretral e o acesso à veia jugular (caraca meu, dentro da jugular tinha um tubo de uns 15 centímetros, mas nenhum desses procedimentos provocou dor, apenas desconforto). Depois disso fui transferido da UTI para a enfermaria, onde seria dado sequência ao processo de recuperação.

 

Quinto, sexto e sétimo dias

 

Nada de especial aconteceu, além de receber alimentação, medicação e troca de curativos. No sexto dia já fui auxiliado a sair da cama e sentar numa poltrona especial. No sétimo dia já andava sem auxílio pelos corredores do hospital, fazendo exercícios para ativar a circulação do sangue nas pernas. Nesse dia meu médico retirou a sonda abdominal, pedaço de borracha que saia por um orifício na pele da minha barriga.

 

Aqui abro um parênteses especial para falar das feridas as quais apenas vi quando foi feito o primeiro curativo. A primeira visão delas causa algum impacto, decorrente do tamanho e aspecto das mesmas mas depois desse choque inicial (e a ausência de dor) vemos que apesar de impressionantes, as feridas não são tão importantes assim.

 

- Na perna esquerda  uma linha de corte coberta de pontos com fios de nylon, que começa na metade da coxa e vai até o tornozelo do pé esquerdo. Dessa linha de corte foi retirada a veia safena utilizada no coração.

 

- No peito, uma grande incisão em toda a extensão do osso esterno. Aqui não há pontos externos pois o osso serrado é fixado um pedaço no outro através de fios de aço internos e a sutura do corte da pele ocorre com algum adesivo especial para essa finalidade, eliminando os tradicionais pontos em costura. 

 

Oitavo dia

 

Que alegria, dia de ir para casa, onde ficarei em repouso por pelo menos 60 dias, até que haja o início de solidificação do osso esterno.

 

Vejam que em momento nenhum falei dos detalhes técnicos da cirurgia, relatando apenas aqueles que presenciei quando estava acordado.  Sei que fui submetido a um monte de procedimentos tais como a incisão para retirada da safena, o corte do osso esterno e a instalação das duas pontes, mas desses nada poderei falar porque estava “ausente” e a nossa proposta aqui é falar da visão do operado.

 

Abaixo fotos da minha perna esquerda e tórax após cirurgia.

 

No lado esquerdo da foto a grande incisão para
retirada da veia safena e no lado direito a cicatriz
sobre o osso esterno.

 

A grande mensagem que deixo a todos que aqui buscam algum conforto, é a de que em momento algum tive dores decorrentes do procedimento cirúrgico (somente algumas espetadas de agulha e a retirada da sonda uretral merecem um singelo registro). Portanto se o seu destino é passar por procedimento semelhante, vá em frente amigo e tenha certeza de que exceto algum contratempo, não haverá sofrimento.

 

Até este momento está indo tudo bem, a cicatrização das feridas ocorre com rapidez e amanhã (10º dia) está prevista a retirada dos pontos.

 

 

Agradecimentos:

 

- Ao SUS, alvo de tantas criticas, mas que para mim foi excelente.

- Ao Hospital São Vicente de Curitiba-Pr.

- Ao Dr. Roberto Gomes de Carvalho

- Ao Dr. Carlos E. de A. Castilho

- Ao Dr. Rêmulo J. Rauen Jr 

- Á equipe de enfermeiros do Posto 3 do Hospital São Vicente onde fui tratado com carinho e consideração, essenciais a qualquer pessoa convalescente. Vocês todos foram maravilhosos, jamais os esquecerei.  

 

 



publicado por Mário Sérgio às 13:53
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183 comentários:
De Osni Rosaário a 12 de Junho de 2012 às 17:59
Parabéns Mário pelo blog exclarecedor.

Fiz, dia 22/5 (3 semanas hoje) três pontes, uma safena e das mamárias.

Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

Tenho 66 anos , diabético a 33 anos.

Na fase de recuperação que estou, realmente a depressão pega.
Foi bom ler tuas declarações, assim sei o que esperar
e como agir..

Obrigado e abraços.


De caroline a 18 de Junho de 2012 às 22:59
Meu pai fara esta cirurgia esta semana, e seu testemunho foi muito esclarecedor. Muitoooo obrigada. Tinha muitas dividas e vc com muita transparencia esclareceu tudo. Boa recuperaçao a vc e ao meu pai que ira começar, esta longa recuperaçao.


De maris tonon a 1 de Agosto de 2012 às 23:34
De maris tonon a 1 de Agosto de 2012 às 23:28
Prezado Sr. Mário,

Minha mãe também fará essa cirurgia nesse mês, em Florianópolis. Ela tem 72 anos e talvez coloque 3ou 4 safenas/mamária. Gostei de ler sua experiência. Obrigada!
Maris Tonon

responder a comentário | início da discussão



De Pasqualino Chiacchia a 30 de Junho de 2012 às 14:56
Oi Mário, eu tenno 57 anos, fui submetido à cirurgia de ponte de safane no dia 21/06/2012, no hospital do servidor público, pois sou funcionário público. Passei pele mesma experiência que você, só que tivr duas arritmias que me fizeram prolongar a permanência na UTI.
Parabéns pelo seu blog e boa sorte para todos nós que passamos por isso.


De Eduardo Vasconcellos a 2 de Julho de 2012 às 03:04
Olá pessoal. Fiz uma cirurgia de recascularização do miocárdio dia 08 de fevereiro´deste ano (2012), onde coloquei 2 pontes de safena e 1 mamária. O Mário foi exímio nos relatos e só me resta atestas todas as aus palavras. Para pessoas que indagaram e ainda têm alguma dúvida: Sim, é uma cirurgia comum (hoje em dia), segura, de fácil recuperação, rejuvenesce 30 anos MESMO, enfim. Os 3 primeiros meses são mais incômodos (nada insupóstável heim pessoal), mas depois tudo vai melhorando e voltando aos eixos. Tenho 45 anos, casado, 3 filhos. Hoje - 01/07/2012 caminho/quase correndo 4,8Km /h) 4 km por dia, 6 dias por semana e já fui liberado para puxar uns pesinhos " há 30 dias. Após a cirurgia (acho que foi após, ou foi a gota d'água ) fiquei com um pouco de síndrome do pânico, que contrlo com 1/2 lexotan de 3mg de manhã e à noite. Comecei terapia há 3 semanas e quero me ver livre do lexotan em breve. Hoje tomo ao dia: atenolol 25mg de manhã, aspirina 100mg no almoço e sinvastatina 40mg à noite. Meus números são excelentes... açucar 78, HDL 45, colesterol 112, pressão 11/7, enfim.... O que me levou ao infarto ? 128kg com 170 de altura, 3 maços de cigarro ao dia, alimentação PÉSSIMA, super sedentarismo. Hoje, é claro tudo mudou, mas como um estilo de vida que quero levar até minha velhice longínqua. rsrsrsrsrs . Valeu Mário, valeu todos e muita saúde!!! Ah, esqueci....um bom vinho, domingão com a família também é tudo de bom para o coração. rsrsrsrsrssr


De Eduardo Vasconcellos a 2 de Julho de 2012 às 03:09
Esqueci de comentar: hoje já estou com 90Kg...faz uma diferença pessoal... (desculpe os erros de ortografia e gramática do post anterior, é a emoção.rsrsrsrs). Se alguém quiser entrar em contato: bredu13@yahoo.com.br


De Lidiane Cabreira a 7 de Julho de 2012 às 00:31
Ola Sr Mario, o Sr não imagina o quanto trouxe paz ao meu coração, minha avó de 70 anos nunca teve nada no coração, mas tinha dores nas costas e no estomago frequentes.....a alguns meses fez uma cintilografia que ja mostrou que algo esta a errado, depois uma esteira onde ela nao se sentiu bem qdo o Dr pediu o cateterismo que diagnosticou 2 veias entupidas uma com 70% e outra com 90%. minha vo sempre teve uma vida saudavel, caminhava todos os dias, se alimentava bem, nao bebe e nao uma, fomos pegos literalmente de surpresa qdo hj o medico disse que ela tera de por 2 pontes de safena....estamos todos em panico, me sinto anestesiada sem reacao ou emocao....ela chorou bastante e esta muito abalada, esta com medo.......assim como todos nos....quantos anos o Sr tem? Desculpe pela pergunta.....seu relato e muito importante para muitas pessoas, vi alguns relatos aki que contribuiram e muito para eu entender sobre o procedimento, ouvi diZer que a alguns anos era feito com parada dos batimentos cardiacos e em alguns casos a pessoa pode nao voltar, o senhor fez com essa parada ou fizeram com o coracao batendo normalmente? Se puder me responder, estamos muito apreensivos minha avo e a luz de nossa familia,,, minha vo verinhaaaa.....ah don Vera, amo tanto essa pessoinha que nem me imagino sem ela....obrigada pelas informacoes que DEUS em sua infinita bondade lhe conceda muitos e muitos anos de vida.....abracos


De Mário Sérgio a 8 de Julho de 2012 às 02:41
Lidiane

Tenho 55 anos hoje. Não sei se houve parada do coração. Leia o meu texto para sua vovó que ela ficará tranquila.

Boa sorte a ela e fiquem com Deus


De Eduardo Vasconcellos a 14 de Julho de 2012 às 13:27
Oi Lidiane, hoje em dia apenas 10% das cirurgias de pontes em geral são feita sem circulação extra corpórea, ou seja, sem a parada do coração. A minha foi extra corpórea, mas não se preocupe, é traquilo SIM. O coração volta normalmente e tenha certeza que a pessoa rejuvenesce anos após a intervenção e é o que acontecerá com sua Vovó. Boa Sorte e Boa Saúde a todos!!


De Cintia a 10 de Julho de 2012 às 18:34
Bacana e anImador seus registros sobre a operação meu pai esta passando pelo mesmo procedimento cirúrgico neste momento .


De kellyk a 16 de Julho de 2012 às 21:09
ola boa tarde amigo, leio os comentarios e seu relato todo dia pois ele me conforta minha mae vai fazer a cirurgia semana q vem ela não tem diabetes nem fuma e nem bebe ,.... faz natação e ginastica e tenho fe em Deus q vai dar tudo certo,,, obrigada por dividir conosco nesse momento q ficamos muito aflitos, fico com muito medo e apreensiva mais Deus é maior


De Mário Sérgio a 3 de Agosto de 2012 às 01:30
Olá Kellyk

Tenho certeza que daqui a alguns dias estaremos comemorando o sucesso da cirurgia da sua mãe.

Desejo sorte para ela.


De kellyk a 16 de Agosto de 2012 às 21:54
ola Mario minha mãe ja fez a cirurgia e correu tudo bem graças a Deus ela não sentiu dor e ta recuperando muito bem... Obrigada...um abraço


De Thalissa a 18 de Julho de 2012 às 05:34
Olá Sr Mário, meu pai tem grandes chances de fazer a cirurgia na próxima semana, andei lendo a respeito e pude encontrar um pouco de conforto no seu depoimento. Eu lhe agradeço por isso. Gostaria de saber se há a possibilidade de o paciente optar por uma ponte mamária ao invés da safena? Grata


De Mário Sérgio a 3 de Agosto de 2012 às 01:29
Olá Thalissa

Lamento não poder responder à sua pergunta. Sugiro fazê-la ao médico pois creio que ele lhe prestará todos os esclarecimentos que você deseja.

Boa sorte para o seu pai!


De Paulo Luporini Pastore a 4 de Agosto de 2012 às 09:51
Fiz cirurgia na perna direita por esforço físico excessivo, travou duas artérias , assim o que tive de dor foi no 22 de outubro de 2011, uma dor muito intensa do quadril a dedo do pé, deu para suportar é lógico dirigi por uns 20 minutos até chegar no hospital, pensei que a perna fosse explodir. Me internei pela Unimed no dia 23 de novembro , por que médicos iniciais não souberam diagnosticar, quase tive óbito ou amputação, andei 30 dias sem saber o que tinha, até que um médico soube diagnosticar Dr. Marcelo Mader , me encaminhou a um médico angioplastia , que me salvou a perna Dr. Samir Miikhael Hamra Filho, que foi excelente, minha perna hoje dia 04 de agosto de 2012, encontra-se recuperada de dois enxertos, só tenho a agradecer a prontidão das enfermeiras, médicos e a rede Unimed , que nunca senti dor de nada, com exceção aquele dia 22 de outubro , só mais nada. As datas aqui estão mais ou menos descritivas , mas numa firma que trabalhei neste período os colegas de trabalho não foram condescendentes , e graças eu ter assistência médica particular foi minha salvação do contrário se fosse depender dos outros eu poderia estar mortinho da silva chavier , ou sem a perna que foi aneurisma arterial por pressão muscular, coagulação e enchimento excessivo de duas artérias, fiquei 30 dias com isto a ponto de dar sutura, não foi, Deus me salvou, nosso pai, ai meus irmãos prontamente me salvaram, por isto digo familia é família , aconteça o que acontecer, ajudei teu irmão mesmo que ele tenha te prejudicado, o que importa é o amor ao próximo, tem gente que se odeia, e quando alguém precisa vira as costas, não faça isto, ajude e será um dia ajudado, não faça a alguém o que não gostaria que fizessem com voce.


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