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Louco por motos

Causos: Lei seca de antigamente

por Mário Sérgio Figueredo, em 23.10.08

 

 

 

Para a garotada que está de carteira de motociclista recém tirada, digo que a "long, long time", num pais chamado Lisarb (o Tite lembra desse tempo), por lei os postos fechavam no final de semana. Se não me engano fechavam na sexta-feira às 20:00 horas e só podiam abrir na segunda-feira às 06:00 horas. Nas sextas-feiras eram aquelas filas intermináveis de automóveis e motos nos postos de gasolina para abastecer antes do horário de fechamento.

 

Pãtz, com o tanque pequeno das motos, como fazer para uma viagem mais longa? Às vezes a gasolina do tanque não dava nem para a ida, e para a volta então, nem pensar.

 

Imagine o que bebia uma RD-350 em 1976. Dependendo da tocada ela fazia até 8 km/l.

 

Nessa hora é que valiam os amigos. A gente ligava e pedia para eles armazenarem gasolina em galões, assim poderíamos abastecer em pontos estratégicos do trajeto.

 

Era muito legal porque todos os motoqueiros se ajudavam (naquele tempo não existiam motociclistas, só motoqueiros e o uniforme padrão era calça de jeans, coturno igual ao do exército e jaqueta de couro preta com ziper transversal) e as motos custavam muito, mas muito caro, tanto para comprar como para manter.

 

Num dia a gente precisava dos amigos e no outro os amigos precisavam da gente. Isso fortalecia as relações de amizade.

 

Foi a forma que encontramos para poder viajar. Ficar sem estrada não dava, de jeito nenhum.

 

Tempinhos difíceis aqueles. Comprar uma moto era resultado de muito planejamento e economia, nada de financiamento a perder de vista como hoje. Financiamentos acima de 18 ou 24 meses, a juros extorsivos, só por consórcio, um grande exercício de paciência.

 

 

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