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Louco por motos

Causos: Pane seca

por Mário Sérgio Figueredo, em 24.10.08

 

Num mês de janeiro, minha mulher e minha filha estavam de férias (eu trabalhando) num lugar chamado Barra do Saí (SC), que fica a uns 140 km de Curitiba. Como faziam mais de 15 dias que não as via e morto de saudades, resolvi dar um pulinho lá depois do trabalho.

 

Trabalhei até às 17h30, passei num posto, enchi o tanque e peguei a estrada que liga Curitiba a Joinville-SC, indo até Garuva-SC e de lá até meu destino Barra do Saí.

 

Beleza de viagem. A noite estava maravilhosa e a temperatura super agradável. Até os bichos voadores da noite, tipo besouros e mariposas, resolveram colaborar e apareceram em pequeno número. Cheguei lá, matei a saudade das duas e peguei a estrada de volta, pois no dia seguinte tinha que trabalhar cedinho.

 

Resolvi voltar por outra estrada, passando por cidades do nosso litoral (Guaratuba, Caiobá e Matinhos) e subindo a estrada que liga Paranaguá-PR a Curitiba. Por volta das 23h30, pouco antes de um lugar chamado Viaduto dos Padres, bateu a reserva na Sahara (esse era um dos defeitos da Sahara: tanque pequeno).

 

Sahara

 

Pensei - estou ferrado, passei por tantos postos e não lembrei de abastecer. Quase meia noite, um breu de escuro e eu com gasolina pra mais uns pucos quilômetros. Aliviei o acelerador e continuei subindo a Serra do Mar.

 

Pensei - vou parar no Posto da Polícia Rodoviária que tem no alto da Serra e lá eu consigo um pouco de gasolina pra chegar em casa. Putz, no posto só tinha um carro e o desgraçado ainda era a álcool. Nada de gasolina.

 

Mas o guarda de plantão falou, apontando para o horizonte da estrada: - Está vendo aquele luminoso lá no alto do morro? É um posto e está aberto. Estou salvo, pensei. Montei na moto e continuei em direção do posto.

 

Faltando uns 100 metros para o final da subida, o motor apagou de vez. Empurrei a moto até começar a descida, montei e fui no embalo parando na frente da bomba de gasolina.

 

Muita sorte. Duvido que alguém parasse para me socorrer de madrugada numa estrada escura (lembre-se que todo motociclista é tachado de bandido).

 

Essas aventuras enriquecem a nossa existência e criam muitas histórias para poder contar pros nossos netos.

 

 

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