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Louco por motos

Causos: Essa foi fedorenta

por Mário Sérgio Figueredo, em 26.10.08

 

Viajando sozinho pela BR-116, próximo ao Petropen de  Registro (SP), desta vez de botas, luvas, capacete, etc., seguia eu todo feliz curtindo a paisagem, até que cheguei atrás de um ônibus e fiquei esperando uma brecha para ultrapassagem.

 

Eis que "derrepentemente" o desgraçado do motorista libera o tanque de dejetos em plena estrada, comigo justamente atrás dele.

 

Que experiência horrível, tomei uma ducha de dejetos, acho que estou fedendo até hoje.

 

 

Ao finalmente ultrapassá-lo, xinguei, gesticulei, extravasei toda a minha ira. Não tinha como deixar de ficar furioso, mas hoje não o culpo porque eu estava invisível pelos espelhos e não havia ninguém atrás da gente. Ele imaginou que estava sozinho na estrada e apesar de ser ilegal, liberou os dejetos. Eu é que estava no lugar errado, na hora errada.

 

Parei no primeiro posto da estrada e tomei um banho com moto, roupa, capacete, luvas e tudo no lavador de veículos. Se não limpou totalmente, pelo menos amenizou o mau cheiro e fez com que eu me sentisse melhor.

 

Em outras ocasiões já recebi cusparadas, pacotes de salgadinhos e numa ocasião uma latinha de refrigerante passou zunindo bem pertinho do meu capacete.

 

Uma situação que representou grande perigo foi quando um pedaço roliço de madeira de uns 2 metros de comprimento que caiu de um caminhão bem na minha frente (acho que era lenha para padaria). Eu freiando e a madeira dançando na minha frente. Foi por um triz que nada mais sério aconteceu.

 

Mas para morrer basta estar vivo e não é por estas pequenas coisas que vou deixar de amar as motos.