Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Louco por motos

Um hiperativo no trânsito

por Mário Sérgio Figueredo, em 28.10.08

 

Você já deve ter parado ao lado de um motociclista que parecia ter formigas no banco da moto, levantando e sentando incessantemente, acelerando desnecessariamente, olhando ao redor e nos espelhos como se estivesse sendo seguido pelo próprio demônio e quando o sinal abriu ele arrancou como se fosse tirar o pai da forca.

 

Esse, sem dúvidas era um motociclista hiperativo (há também o motorista hiperativo), portador de uma doença chamada TDAH - Déficit de Atenção ou Hiperatividade, distúrbio psicológico e comportamental provocado pela exposição do bebê em gestação ao chumbo ambiental e consumo de álcool e drogas pela gestante. As fontes mais comuns de exposição ao chumbo ambiental são tinta à base de chumbo, água potável e cerâmica mal esmaltada. Caso queira saber mais sobre esse assunto, acesse:
http://www.saudeinformacoes.com.br ou

http://www.mentalhelp.com/tdah.htm ).

 

O relacionamento e a educação com crianças hiperativas é extremamento difícil para os pais e os educadores, devido aos sintomas que variam de brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória e habilidades motoras. O hiperativo tem inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança.

 

O hiperativo e o trânsito

 

Ao tornar-se adulto, o hiperativo continua apresentando os sintomas acima citados, tornando-se invariavelmente um indivíduo de convivência difícil, de reações "à flor da pele", inconformado com toda e qualquer regra que limite o seu jeito de ser ou de fazer as coisas, qualquer coisa, não importando o seu grau de relevância.

 

Como quase todos os seres humanos adultos, nosso amigo hiperativo torna-se um motociclista ou um motorista e tem que aprender a conviver com uma infinidade de regras que não o deixam pilotar ou dirigir como quer, ou como ele acha que deveria ser, tornando-se um perigo ambulante para aqueles que são obrigados a compartilhar do mesmo trânsito.

 

Esse perigo decorre de diversas circunstâncias inerentes à hiperatividade:

  • ele é incapaz de andar na velocidade permitida, ou mesmo aquela que o fluxo está fluindo;
  • acredita que a faixa ao lado está sempre andando mais rápido e porisso vive costurando o trânsito, no ímpeto de chegar mais rápido lá na frente. Nessa hora até acostamento vira pista;
  • não aceita que alguém esteja sinalizando mudança de faixa e entre justamente na sua frente, isso jamais;
  • não entende porque o sinal mudou para amarelo justamente no momento em que ele ia atravessar o cruzamento. Que o mundo pare e espere ele passar;
  • seu egocentrismo o impede de enxergar os outros, tornando suas prioridades inegociáveis. Os pedestres que se cuidem.

Ou seja, o hiperativo apresenta comportamento avesso ao que convencionamos como normal e esse fato o torna imprevisível e ALTAMENTE PERIGOSO. Não conseguimos prever ou entender a forma de pensar de um hiperativo, não estamos preparados para isso.

 

Ao encontrar um motociclista ou motorista hiperativo, FUJA DELE, deixe-o ir embora, abra caminho, busque a sua segurança.

 

Lembre-se que motociclistas hiperativos são verdadeiros pilotos kamikazes e não conseguem antever a consequência dos seus atos.

 

O certo seria impedir que indivíduos portadores dessa síndrome pudessem dirigir mas o ruim é que não existem exames clínicos que apontem um hiperativo, disfunção que só é diagnosticada em adultos após baterias de testes psicológicos complicados e caros.

 

O máximo que podemos fazer é estar sempre atentos a ações imprevisíveis dos motociclistas e motoristas que estão à nossa volta, prevendo que sempre possa acontecer o pior. Aplicar sistematica e instintivamente a direção defensiva, pois só assim poderemos desfrutar do prazer de andar de moto e continuarmos vivos.

 

Quer mais uma má notícia: eles são muito mais numerosos do que imaginamos.

 

 * * * * *

  Pateta, o rei do volante

Esse filminho do Pateta retrata 90% dos motoristas e motociclistas brasileiros. 

 

 

5 comentários

Comentar post