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BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

31
Out08

Causos: Humor negro

Mário Sérgio Figueredo

Na nossa turma tinha um cara chamado Vilmar, dono de uma Yamaha com motor de 100 cc 2 tempos, acho que 1973, que ele usava diariamente para ir ao trabalho e também para o lazer. O detalhe é que o Vilmar foi atropelado por um caminhão ainda quando criança e nesse acidente, lamentavelmente, perdeu a perna direita, bem no meio da coxa, o que o obrigava a usar uma perna mecânica ou postiça.

Humor_01.jpgYamaha 100 LS3 ano 1972 - 2 tempos

Mas o Vilmar, apesar da prótese, que era fixada ao que restou da perna dele através de correias afiveladas nos quadris, pilotava que nem gente grande. Andava muito e fazia curvas como ninguém, mesmo contando apenas com o freio dianteiro, que era de lona, nada de disco, requinte que só tinha nas motos grandes.

Numa bela noite, dando uns rolés de moto pela cidade, bem em frente a uma loja de motos aqui de Curitiba, o Vilmar vinha todo feliz com a sua "cenzinha" quando foi fechado por um carro dirigido por uma mulher.

O choque não foi lá grande coisa, apenas um esbarrão, mas o Vilmar acabou tomando um chão. Com a queda a cinta se desprendeu da cintura e a perna mecânica escorregou pela calça jeans sem sair totalmente.

A mulher, motorista do carro, quando viu a perna (que ela não sabia que era postiça) toda torcida e desproporcional à outra original, entrou em pânico e começou a gritar.

- Ai meu Deus, o que foi que eu fiz... Meu Deus, me ajude... e outras coisas mais.

Humor_2.jpgYamaha 100 LS3 ano 1974 - 2 tempos

O Vilmar vendo que a mulher estava quase em choque, levantou-se, pegou a perna postiça com as mãos e foi até à mulher, saltitando na perna boa, incorporando o próprio Saci Pererê. Pegava a mão dela, batia na perna mecânica e dizia que não era a perna dele mas a mulher não voltava à real, até que ela foi se acalmando e entendeu o que tinha acontecido e tudo ficou bem.

Depois ela pagou todo o conserto da moto, apenas o mata-cachorro, manete, espelho e piscas.

Rimos muito desse acontecimento, foi o assunto preferido no nosso meio durante algum tempo, rendendo muitas e muitas risadas quando o ocorrido era contado pelo próprio Vilmar.

30
Out08

Causos: Aventura marcante

Mário Sérgio Figueredo

Durante 27 anos trabalhei numa empresa de telecomunicações, na área de facilities, voltada à contratação e gerenciamento de todo o tipo de bens e serviços de logística.

Para grandes clientes, que demandavam tráfego de telecomunicações em grande quantidade (voz, imagem e dados) esses serviços eram viabilizados através de links de microondas que possibilitavam a comunicação individual, ininterrupta durante 24 horas por dia, todos os dias do ano.

Esses links consistiam na existência de duas antenas de tráfego duplo (emitia e recebia sinais), uma instalada no cliente e outra na nossa empresa, ligada aos equipamentos que a colocavam em contato com o mundo.

Quando a distância do cliente era muito grande do ponto de geração do sinal, esse contato ocorria via satélite; jogávamos o sinal para um satélite girando na órbita terrestre e o satélite refletia o sinal até à antena do cliente, em qualquer lugar do território nacional. Mas o normal era o link por visibilidade, ou seja, a antena instalada na nossa empresa se comunicava visualmente com a antena instalada no cliente.

Toda a contratação de infraestrutura para a instalação desses links era uma das atribuições do setor em que eu trabalhava e, cada caso era um caso, cada um tinha suas particularidades e níveis de dificuldade.

Para determinar a altura mínima da antena do cliente, ficava um técnico na nossa empresa, munido de um binóculo de alta potência e um técnico nas instalações do cliente, ambos munidos de rádio. Quando o primeiro enxergava o segundo, determinava-se o ponto de instalação da antena no cliente. Fácil quando era em edifícios.

Quando a instalação da antena do cliente exigia a construção de torres, precisávamos determinar também a altura mínima da torre e para isso criamos um método rudimentar, simples e eficiente, com a utilização de balões de gás com aproximados 2 metros de diâmetro, desses utilizados em grandes eventos, que ficam içados fora fazendo publicidade de alguma marca.

O balão era içado e quando o técnico com os binóculos o enxergava, medíamos a corda de içamento e estava determinada a altura da torre que seria construida. Esse sistema funcionava muito bem quando a altura envolvida não ultrapassava os 30 ou 40 metros e a soltura do balão ocorresse em dia sem vento.

Quando a Chrysler e a Dana instalaram-se em Campo Largo, cidade pertencente à Grande Curitiba, contrataram nossos serviços de telecomunicações com antenas de comunicação direta. Só que devido à localização geográfica de ambas (vizinhas), as torres necessárias chegariam próximas aos 90 metros de altura, o que descartou a utilização de balões na determinação da sua altura exata. Tivemos que buscar outra solução.

Surgiu a idéia de utilizar um helicóptero que, pairado, começaria gradativamente a ganhar altura até que houvesse visibilidade, idéia prontamente aceita pelo nosso diretor e eu fui encarregado de administrar a contratação da aeronave.

Mesmo sem ter nada com a parte técnica da coisa, por ter contribuído com a solução do problema, ganhei de presente a participação no vôo.

Nossa jornada iniciou-se num heliponto localizado no Parque do Barigui em Curitiba, eu, o Carlos e o gerente da área técnica ficamos na parte de trás, o piloto e o Francisco ficaram na parte da frente da aeronave, um Bell Jet Ranger 206 (foto). Decolamos e pousamos a alguns quilômetros, no hangar da empresa dona da aeronave para retirada das portas e decolamos em seguida até o nosso destino, uns 15 quilômetros adiante.

Helicoptero.jpg

O comandante do helicóptero era o Cmte. Michel, ex-piloto de caça da Força Aérea Francesa e quando passou da idade especializou-se em helicóptero de combate. Finalmente aposentado, veio para o Brasil e tornou-se piloto de helicópteros civis. 

Já o Francisco, um dos técnicos designados para a tarefa era piloto comercial habilitado e estava fazendo cursos para pilotagem de helicóptero. O Francisco era o mais motivado e pediu ao Comandante Michel que demonstrasse algumas das manobras que um helicóptero podia fazer, sendo prontamente atendido.

Voávamos a uma altura de uns 200 metros quando a aeronave embicou para o chão, num mergulho quase vertical e com a aproximação do solo o comandante puxou o manche e a aeronave voltou ao vôo horizontal a uns 8 ou 10 metros do solo, indo de encontro a um paredão de árvores. Próximo ao paredão o helicóptero subiu num ângulo superior a 45 graus, fazendo um novo mergulho lateral à direita e em seguida a aeronave foi estabilizada para ganhar altura novamente.

Já bem alto novamente, o helicóptero foi "jogado" para a esquerda seguido de um novo mergulho quase vertical. Show de manobras, feitas por quem sabe o que está fazendo.

Claro que fiquei com o coração na boca depois dessa experiência mas nem de perto como o gerente da área técnica que estava a um passo de desmaiar ao meu lado. Pelo rádio, cada ocupante da aeronave usa fones de ouvido e microfones por causa do barulho, comuniquei ao comandante o estado do seu passageiro e nosso show de acrobacias encerrou-se por ali, pena.

Fomos até os nossos 2 destinos, fizemos as medições necessárias e retornamos ao ponto de partida onde foi encerrada a nossa aventura.

Já tinha feito outros vôos de helicóptero mas nenhum tão "temperado" como o daquele dia. A experiência ficou marcada na minha alma como uma doce cicatriz e até hoje, passados mais de 15 anos, lembro-me de todos os detalhes da aventura como se ela tivesse ocorrido ontem.

 

29
Out08

Causos: Até hoje me arrepio

Mário Sérgio Figueredo

Comprei minha primeira moto num final de novembro, quando tinha apenas 17 anos. Meu aniversário é no início de dezembro, mas só poderia tirar a carteira em janeiro - que espera torturante.

Só pra vocês terem uma idéia da “fome” de moto, tirei a moto numa sexta-feira depois do trabalho, tipo 18h30 e na segunda-feira, 2 dias depois, levei-a de volta à concessionária para a revisão dos 500 km. E na outra segunda retornei para a revisão dos 1500 km.

Tudo isso apenas no meu bairro, pois sem carteira não dava pra se aventurar muito longe. A moto, uma Yamaha RD-50, motor 2 tempos. Moto boa de briga, principalmente quando abastecida com gasolina de aviação, dava fácil 120km/h no plano - nem a Honda CB-125 andava tudo isso na época.

Depois de esperar quase um mês pela sonhada carteira de motociclista, conforme contei no texto "Causos: Primeiro contato com as grandes", no primeiro sábado fomos para a Estrada da Graciosa, aqui pertinho.


Estrada da Graciosa, linda demais

 

Marinheiro de primeira viagem, pouca experiência, a terceira ou quarta curva da estrada é daquelas que têm duas tangências, ou seja, fecha e termina de fechar. Pista molhada, não deu outra: CHÃO.

Caí na curva descendo a serra e estava subindo um caminhão. Fui deslizando com a moto na frente e bati com o fundo do motor no pneu de tração do caminhão, na pista contrária e voltei para a minha pista.

Para minha sorte, por ser uma subida de serra, bem íngreme, o caminhão não estava a mais de 10 km/h. Meu anjo da guarda estava de plantão naquele dia, pois se eu chego um décimo de segundo antes, tinha sido esmagado pelas rodas e hoje faria parte do piso centenário da Graciosa.

Levantei-me de calça rasgada, joelho, nádega e cotovelo esfolados e doendo muito, mas em nada disso eu prestei atenção na hora. A preocupação foi só com a moto: espelho e manete quebrado, borracha do estribo rasgada, estribo torto, ambos os piscas do lado direito inutilizados. Que tragédia!

O corpo a natureza consertava, mas a moto ia custar uma grana que eu não tinha, pois usava quase todo o meu salário pra pagar as prestações.

E como continuar a viagem sem a manete do freio. Mas demos um jeito. Tirei a manete da embreagem e coloquei no lugar do freio (benditas ferramentas da moto) e continuamos a viagem até o nosso litoral retornando a Curitiba, sempre sem embreagem, trocando as marchas no tempo do motor.Ótima oportunidade de aprendizado.

Quanto ao trauma, até hoje tenho pesadelos com aquele incidente e durante algum tempo andei com o “fiofó” na posição “locked”. Como tudo na vida, este episódio também teve o seu lado positivo, pois passei a maneirar na forma de pilotar e talvez esteja vivo até hoje por causa disso.

Perdi muitos amigos em acidentes de moto, a chegada da RD-350 foi devastadora. Amigos que poderiam estar vivos até hoje se tivessem tido uma experiência parecida quando ainda andavam em motos pequenas.

 

28
Out08

"Conversando" com sua moto

Mário Sérgio Figueredo

Esse papo é para o pessoal que está começando agora na vida motociclística e não conhece alguns macetes que facilitam a convivência com nossas queridas motos.

Navegando numa comunidade do Orkut dias atrás, entrei num tópico em que um motociclista pedia ajuda, dizendo que a corrente da sua moto estava esticando e afrouxando à medida que a roda girava, provocando ruído excessivo no conjunto de tração.

Lendo os demais posts, deu para sentir que o pessoal não entendia exatamente qual era a mensagem que a moto estava mandando para o piloto, portanto vou falar um pouquinho disso:

A motocicleta está pemanentemente se comunicando com seu dono, mas como ela não fala, faz isso mandando mensagens sonoras e tácteis, que indicam a hora de trocar um ou outro compomente. Cabe ao seu dono interpretar essas mensagens e atender seu pedido prontamente, evitando dessa forma que os problemas mecânicos se agravem, acarretando gastos extras e desnecessários.

Para avisar que as pastilhas estão desgastadas o freio passa e emitir sons inconfundíveis e torna-se borrachudo, as válvulas emitem um som metálico que evidenciam a hora da regulagem, a corrente de comando idem, e não é diferente com o carburador, que adquire uma "tosse" incômoda, passando a consumir combustível acima do normal. Estas são algumas formas da motocicleta nos avisar que está na hora de trocar algum componente ou precisando de limpeza e regulagens no carburador.

Hoje vamos falar especificamente sobre o conjunto de transmissão ou de tração, a CORRENTE, COROA e PINHÃO.

Quando esses componentes estão chegando no final da sua vida útil, a corrente passa a emitir um ruído mais alto que o normal, provocado pela dificuldade dos dentes da coroa e pinhão de se encaixarem nos elos da corrente. Outro sintoma que indica a hora da troca é o constante "estica e solta" da corrente, facilmente percebido movimentando-se a roda trazeira com a mão. Percebe-se que a corrente ora fica frouxa e logo em seguida fica tensionada além do aceitável.

Isso acontece porque o uso provoca desgaste irregular na circunferência da coroa e do pinhão, tornando esses componentes levemente "ovalados", coisa de décimos de milímetros, imperceptível a olho nú, mas que provoca esse efeito incômodo. Quando chega nesse ponto de desgaste é indicada a troca imediata do conjunto pois esse tensionamento exagerado provoca uma sobrecarga no eixo do pinhão, que pode acarretar danos sérios à caixa de câmbio, ou mesmo o rompimento da corrente, o que pode trazer consequências seríssimas decorrentes do travamento da roda trazeira pela corrente arrebentada. É tombo feio na certa.

Outro fator gerador de ruído na corrente é o desalinhamento da roda em relação à balança, ou seja, o pinhão e a coroa foram projetados para trabalhar em alinhamento perfeito. Quando a instalação da roda trazeira é feita desalinhando a coroa, a corrente passa a sofrer um esforço lateral atípico, para o qual não foi projetada, e isso abrevia sensivelmente a sua vida útil.

Portanto, sempre que for fazer a lubrificação semanal da corrente da moto, deixe a roda trazeira livre e gire-a com a mão, observando atentamente se não está ocorrendo o efeito "estica e solta" e aproveite para verificar se a roda trazeira está alinhada perfeitamente em relação à balança - veja se o espaço entre o pneu e o braço da balança é o mesmo em ambos os lados. Não confie muito nos pontos de ajuste do tensionador da corrente.

Esse procedimento simples irá prolongar a vida útil do seu equipamento.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA

 

 

 

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