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BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

22
Nov08

A internet não é ringue

Mário Sérgio Figueredo

Participando das redes sociais, é muito fácil encontrar verdadeiros duelos escritos entre dois ou mais membros de algumas comunidades, acerca de assuntos muitas das vezes cercados de uma banalidade inimaginável. Lendo os posts chegamos a acreditar que da tela do computador sairão algumas balas perdidas que poderão nos atingir.

Daí, lembrei-me de um texto que havia lido numa revista há algum tempo e depois de algum esforço, consegui recuperá-lo e assim posso compartilhar com você caro leitor.

 


A INTERNET NÃO É RINGUE

Quer quebrar o pau, mandar ver, detonar a outra parte?
Faça isso pessoalmente.

 

Você já discutiu relação por e-mail? Não discuta. O correio eletrônico é uma arma de destruição de massa (cerebral) em caso de conflito. Quer discutir? Quer quebrar o pau, dizer tudo o que sente, mandar ver, detonar a outra parte? Faça isso a sós, em ambiente fechado. Pessoalmente a coisa pode pegar fogo, até sair agressão verbal e até mesmo física. Mas a chance maior é que vocês terminem praticando o melhor sexo do mundo e trocando juras de amor eterno.

Brigar por e-mail é muito perigoso. Existe pelo menos um par de boas razões para isso. A primeira é que você não está na frente da pessoa. Ela não é "humana", à distância ela é a soma de todos os defeitos. A segunda razão é que você mesmo também perde a dimensão da sua própria humanidade. Pelo e-mail as emoções ficam no freezer e a cabeça no microondas. Ao vivo, um olhar ou um sorriso fazem toda a diferença. No e-mail todo mundo localiza "risos", mas ninguém descreve "choro".

Eu sei disso, porque cometi esse erro. Várias vezes. Nunca mais cometerei, espero. Principalmente quando você ama de verdade a pessoa do outro lado. Um tiroteio de mensagens escritas tende à catástrofe. Quando você fala na cara, as palavras ficam no ar e na memória, e uma hora acabam sumindo de ambos. "Eu não me lembro de ter dito isso" é um bom argumento para esfriar as tensões. Palavras escritas ficam. Podem ser relidas muitas vezes.

Ao vivo, você agüenta berros te mandando ir para e/ou tomar em algum lugar. Responde no mesmo tom rasteiro. E segue em frente. Por email, cada frase ofensiva tende a ser encarada como um desafio para que a outra parte escolha a arma mais poderosa destinada ao ponto mais fraco do "adversário". Essa resposta letal gera uma contra-resposta capaz de abalar os alicerces do edifício, o que exigirá uma contra-contra-resposta supreendente e devastadora. Assim funciona o ser humano, seja com mensagens, seja com bombas nucleares.

Ao vivo, um pode sentir a fraqueza do outro e eventualmente ter o nobre gesto de poupar aquelas trilhas de sofrimento e rancor. Ao vivo, o coração comanda. Por e-mail é o cérebro que dá as cartas. E só Deus sabe o quanto podemos ser inconseqüentes e cruéis quando entregamos o poder ao nosso segundo órgão preferido, segundo a sábia definição de Woody Allen.

E tem o fator fermentação. Você recebe um e-mail hostil. Passa horas intermináveis imaginando que será a terrível, destrutiva resposta que vai dar. Seu cérebro ferve com os verbos contundentes e adjetivos cruéis que serã usados no reply. Aí você escreve, e reescreve, e reescreve de novo, e a cada nova versão seu texto está mais colérico, e horas se passam de refinamento bélico do seu texto até que você decida apertar o botão do Juízo Final, no caso o Enviar. Começam então as dolorosas horas de espera pela resposta à sua artilharia pesada. É uma angústia saber que você agora é o alvo, imaginar que armas serão usadas. E dependendo do estado de deterioração das relações, você poderá enlouquecer a ponto de imaginar a resposta que vai dar à mensagem que ainda nem chegou.

E por isso que eu aconselho, especialmente aos mais jovens: se for para mandar mensagens de amizade, se é para elogiar, se é para declarar amor, use e abuse dos meios digitais. E-mail, messenger, chat, scraps, o que aparecer. Mas se for para brigar, brigue pessoalmente. A não ser, claro, que você queira que o rompimento seja definitivo. Aí é só abrir uma nova mensagem e deixar o veneno seguir o curso. 

Dagomir Marquezi

Revista Info Exame, nº 238, JAN/2006, seção ZAP!, página 34 "

 

15
Nov08

Nós de gravata

Mário Sérgio Figueredo

Se tem uma coisa que poucos gostam de usar é a maldita gravata, mas tem ocasiões na vida da gente que não tem como fugir dessa tortura; num casamento, numa formatura e até naqueles bailes em que o convite estabelece traje passeio completo. Daí o grande problema:

 

Como fazer o nó na gravata?

 

Para que você pare de recorrer ao papai, ao vovô ou ao vizinho, sempre que vai ter que usá-la, aprenda 3 maneiras fáceis de dar nó em gravatas.  

Experimente os 3 tipos e veja a qual você melhor se adapta. Depois que você aprender, vai guardar para sempre

PRIMEIRO TIPO
Deixa o nó mais encorpado

.

SEGUNDO TIPO
Deixa o nó uniforme

 

TERCEIRO TIPO
Tão fácil que se consegue dar
 até quando acorda de ressaca

 

Quando você for um executivo de sucesso e obrigado a usar gravata todos os dias, lembre-se que foi no blog do Mário que você aprendeu a dar nós nas suas gravatas.

Você vai ficar muito chique chegando na empresa, pilotando a sua motocicleta dos sonhos, de terno e gravata com um nó impecavelmente perfeito.

* * * * *

 

Caso queira imprimir para pendurar as instruções ao lado do seu espelho, siga os seguintes passos:

1 - Copie as imagens uma a uma;

2 - Cole no PowerPoint ou Word;

3 - Formate o texto e disposição das figuras;

4 - Imprima.

 

13
Nov08

História da vida real

Mário Sérgio Figueredo

Pedro e Hermes não se conheciam, mas tinham algo em comum: ambos compraram, cada um, sua Hornet amarela no mesmo dia, em concessionárias diferentes da mesma cidade.

Passados 6 meses da compra, Hermes passeava num domingo ensolarado quando freiou displicentemente numa curva com areia e levou um daqueles tombinhos bobos, mas que amassou seriamente o tanque da sua querida moto.

Hermes, pai de família dedicado, profissional bem sucedido, cumpridor de seus deveres cívicos, tratou de buscar meios para reconstituir a originalidade da sua moto, consertando ou substituindo o tanque danificado. Ficou assustado com o preço estorsivo que lhe pediram pelo tanque novo nas várias concessionárias que consultou e buscou solução de reparar o tanque, que lhe traria menor impacto financeiro.

Numa das oficinas de pintura de moto que visitou, ofereceram-lhe um tanque semi-novo, da mesma cor, pela metade do preço de um novo, só que sem nota fiscal. Hermes fechou negócio na hora e naquele mesmo dia já desfilava feliz da vida com sua máquina de tanque novo, intacta.

O que Hermes não sabe e talvez nunca venha a saber, é que aquele tanque novo que agora equipa sua moto, um dia pertenceu à moto de Pedro, sim, aquele mesmo que comprou uma Hornet da mesma cor, no mesmo dia.


Desmanche de motos estourado em São Paulo.

 

Pedro, também pai de família dedicado, profissional bem sucedido, cumpridor de seus deveres cívicos, não foi tão feliz quanto Hermes. Um mês antes, Pedro chegava em casa de moto quando foi abordado por dois assaltantes em outra moto, recebendo voz de assalto.

Apesar de não ter reagido e entregue a moto sem discussão, o ladrão, inexplicavelmente, atirou em Pedro, que morreu ali mesmo, na calçada defronte à sua casa, deixando mulher e 2 filhos pequenos órfãos. Os ladrões nunca foram localizados pela polícia, tãopouco a moto de Pedro.

Hermes continua feliz com sua Hornet de tanque novo, mas suas mãos estão sujas com o sangue de Pedro.

Hermes não teve participação ativa no crime, mas tornou-se cúmplice quando adquiriu o tanque da moto de Pedro sem se preocupar em saber da sua procedência, fornecendo recursos financeiros para realimentar o mundo do crime, financiando sem saber novos assaltos e novas mortes.


Desmanche de motos estourado em São Paulo.

 

Esta história é ficção mas retrata casos que ocorrem diariamente no Brasil onde o desmanche de motocicletas é uma indústria que movimenta muito dinheiro e ceifa muitas vidas ou o esforço de vidas inteiras.

Enquanto nós cidadãos de bem não dissermos NÃO ao comércio de peças usadas nos desmanches de motos (e também de carros), essa indústria tenderá a crescer, e continuará tirando a vida de muitos Pedros, deixando filhos sem a presença insubstituível do pai.


Lugar de bandido é na cadeia.

 

No final nós mesmos é que seremos prejudicados. Mesmo que tenhamos dinheiro para comprar a moto dos nossos sonhos, deixaremos de desfrutar desse sonho com medo de amanhã ter o mesmo destino de Pedro, encarando marginais apontando uma arma para nossas cabeças.

 

NUNCA COMPRE PEÇAS USADAS

SEM SABER A PROCEDÊNCIA

 

A PRÓXIMA VÍTIMA PODE SER VOCÊ

 

13
Nov08

Mulheres motoqueiras

Mário Sérgio Figueredo

Há uns 8 anos atrás, estava eu na estrada que liga Curitiba(PR) a Joinville(SC) e lá no meio da Serra do Mar tem uma parada quase obrigatória num boteco, um lugar muito bonito, com bica d'água potável, pedras e muito verde, onde dá para tomar uma coca e repor o nível de nicotina no sangue.

Estava lá eu fumando meu cigarrinho (ainda largo dessa porcaria) quando começou a chegar uma galera de moto, no total dumas 20 aproximadamente.

A minha surpresa é que eram todas mulheres, com roupas de couro e motos adornadas de forma que evidenciava a feminilidade da sua dona. A grande maioria estava com Yamaha Virago 250. Tinha mulher de 18 até 30 e poucos anos. Achei muito legal e curioso porque naquela época, raramente víamos mulheres pilotando motocicletas.

Depois, papeando com uma delas, soube que pertenciam a um grupo motociclístico feminino - tipo clube da Luluzinha, onde homem não entra - aqui de Curitiba, e pegar estrada é um programa frequente do grupo. 


Foto achada num site canadense.

 

Em seguida elas voltaram para a estrada e depois de um tempo fui na mesma direção. A tocada delas era algo em torno de 100 km/h e logo as alcancei e ultrapassei. Todas retribuiram a buzinadinha de cortesia.

Vale ressaltar que nenhuma tinha homem na garupa. As poucas garupas eram também mulheres.

Segui meu caminho e não mais as vi.

Passados vários anos, hoje quando ando pela cidade, observo que tornou-se comum ver mulheres de todas as idades circulando com suas cubs, scooters e motos de 125 ou 250 cc, fazendo compras, levando seus filhos à escola e até trabalhando como moto-girl.


Elas estão por aí, basta olhar para o lado.

 

Acredito que não as vemos com frequência em motos de maior cilindrada porque a relação delas com as motos é mais prática e menos emocional - diferente das mulheres que vêem as motos como um simples e prático meio de transporte, nós homens nos deixamos envolver emocionalmente com um punhado de ferro e plástico e teimamos em considerar nossas motos como parte da família ou extensão do nosso ego. Mas há casos até famosos de mulheres com motos poderosas, como o da Cris R1 que tornou-se famosa nacionalmente por causa da sua relação com motos super-esportivas.

Num encontro de motoqueiros que acontece toda sexta-feira aqui na minha cidade, pude conhecer um senhor de 74 anos, dono de uma reluzente Harley Davidson Electra Glyde, que me disse que a esposa dele de 63 anos costuma viajar com ele por esse brasilzão afora, já tendo percorrido de moto, do sul ao nordeste. Detalhe: ELA TAMBÉM TEM UMA HARLEY e cada um vai com a sua. Mas esse é um caso isolado e não muito comum de vermos por aí.

Digo que é muito agradável ver unidas as nossas duas maiores paixões, moto e mulher, juntas, cena tão bonita como uma pintura de Picasso.

Observo também que quando os motoristas percebem que é uma mulher que está pilotando a reação é diferente, com mais cortesia e gentileza da que nós homens recebemos, isso porque a mulher pilota com mais delicadeza, paciência e doçura, qualidades que nos fazem tanta falta quando pilotamos.


Mulher pilotando na estrada, "muy belo, belíssimo".

 

Mulher no guidão; cada vez dividiremos mais o trânsito com elas. Muito bom isso, quem sabe elas contribuam para melhorar a péssima imagem que construimos perante à população.

 

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