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BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

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30
Dez08

Bem-te-vi

Mário Sérgio Figueredo

Tem coisas na vida que não podemos deixar para depois. Se perdermos o momento ele vai embora e não mais teremos a oportunidade de realizar aquilo que queremos e ficamos com um vazio de impotência no peito. Isso vale tanto para para as coisas simples da vida como aquelas mais complexas que trarão impactos no nosso futuro.

Minha netinha ganhou do Papai Noel, uma gaiolinha de madeira com 2 passarinhos de plástico dentro, dotada de um dispositivo eletrônico que quando tocada ou ocorre algum barulho forte próximo a ela, toca uma gravação de passarinhos cantando. Minha netinha que tem 3 aninhos fica fascinada com os passarinhos e adorou o brinquedo. Só que cada vez que ouço aquela gravação, lembro-me tristemente de uma situação que deixei para depois e a oportunidade passou e não a terei novamente.

Moro num prédio com um grande quintal, com várias árvores ao redor, e nessas árvores, no meio da primavera ocorre o nascimento de vários tipos de passarinhos: pardais, sabiás, joãos-de-barro e bem-te-vis.


Bem-te-vi

 

Numa manhã há algumas semanas, ao sair de casa, vi um filhotinho de bem-te-vi perambulando pelo pátio, sem conseguir voar. Só quem já viu um filhote de bem-te-vi sabe como é maravilhosa a combinação das cores amarelo, preto e branco - uma obra de arte do papai do céu. Peguei-o e pude observar que havia má formação em uma das asas, o que o impedia de voar - seus irmãos certamente perfeitos seguiram o rumo da natureza e deviam estar felizes voando como é normal para os pássaros, entretanto, meu amiguinho não conseguiu acompanhá-los e foi abandonado, inclusive pelos pais, largado à própria sorte.

Pensei: esse bichinho está precisando de ajuda, DEPOIS vou conseguir uma gaiola para mantê-lo em segurança e alimentá-lo até que cresça e, quem sabe, com uma autorização especial do IBAMA conseguirei mantê-lo em casa. Pôxa, terei um bem-te-vi domesticado e será uma ótima companhia para minha netinha, já que ele não voa e poderá ser criado solto em casa.

Fui fazer o que tinha que fazer, pensando em DEPOIS comprar uma gaiola. Por que depois? Por que não o fiz naquela hora mesmo? afinal meu compromisso nem era tão urgente.

Ao voltar para casa, para chegar no apartamento onde moro tenho que atravessar a garagem e ao fazê-lo, vi meu ex-futuro amiguinho estendido no chão da garagem, morto, atropelado por algum carro quando manobrava para entrar ou sair da vaga.

Naquele momento não fiquei mais triste do que estou hoje, sentindo-me responsável pelo trágico destino daquela "criança" que furtei-me a dar a adequada atenção no momento em que ele mais precisava de mim. Falhei ao não agir no momento que devia.

Mas isso, apesar de doloroso, serve de lição. Acredito que nunca mais terei oportunidade semelhante mas esse aprendizado será útil para enfrentar os desafios que a vida nos prepara todos os dias.

Sábias palavras da minha vovó: "Quem não aprender com amor, aprenderá com a dor"

 

23
Dez08

CHIPS, heróis inesquecíveis

Mário Sérgio Figueredo

Na década de 70 a TV brasileira, praticamente debutava na criação de programação própria, e com raras excessões (Vigilante Rodoviário), dava ênfase às novelas e programas de auditório. A programação que "salvava" a nossa TV vinha de fora, principalmente dos Estados Unidos, onde eram produzidas séries de melhor qualidade, que cativavam a garotada com ótimos títulos como Bonanza, O Gordo e o Magro, Daniel Boone, Terra de Gigantes, Túnel do Tempo, Jornada nas Estrelas, Beretta, Perdidos no Espaço, Batman e Robin, Super Homem, Buck Rogers no século 25, Chaparral, A Feiticeira, Flipper, O Fugitivo, Os Invasores, James West, Jeannie é um Gênio, Kojak, A Noviça Voadora, Rin tin tin, Viagem ao Fundo do Mar, Tarzan, Zorro, O Agente da UNCLE, Kung Fu e Missão Impossível, dentre outras.

Esses seriados eram exibidos como novelas semanais, ou seja, toda semana no mesmo dia e horario passava um novo episódio que era continuação do da semana anterior.

Acompanhávamos as séries como se acompanham as novelas nos dias de hoje. Nada era mais importante que o novo episódio da série e toda a família se reunia em torno do único aparelho de televisão (geralmente em P&B) da casa para assistir. No dia seguinte, na escola, não falávamos de outro assunto e trocávamos as figurinhas dos álbuns relativos às séries.

Importante ressaltar que as séries eram realmente educativas, onde a violência era evitada a todo custo. O bandido levava 50 tiros e não se via uma única gota de sangue, quando muito uma camisa manchada. Séries cujos bons exemplos embutidos no enredo, contribuiram de forma significativa para a formação de cidadãos de caráter íntegro.

Em 1977 outra excelente série começou a ser mostrada:

 

CHIPS

 


Erik Strada e Larry Wilcox
atores principais de CHIPS

 

Protagonizada pelos patrulheiros da California Highway Patrol (CHiPs), Frank "Ponch" Poncherello (Erik Estrada) e Jon Baker (Larry Wilcox), CHIPS mostrava dois policiais que montados em suas espetaculares motocicletas, patrulhavam as estradas californianas, ajudando às pessoas, combatendo o crime e prendendo bandidos.

O sucesso da série foi estrondoso e rapidamente PONCH e BAKER viraram febre no mundo todo, tornando-se heróis de jovens de 10 a 90 anos de idade. CHIPS também ajudou a melhorar a imagem dos policiais em todo o mundo, pois mostrava patrulheiros corajosos, solícitos e competentes, sempre atentos ao que ocorria de errado nas estradas.  Além disso, havia o lado sem a farda: Ponch e Baker eram amigos fora do trabalho, e sempre se divertiam juntos. A série mostrava que, apesar da vida de policial, eles viviam um mundo bem igual ao da grande maioria das pessoas, o que ajudou no sucesso.

Durante a série, o ator Erik Estrada sofreu um grave acidente de moto (agosto de 1979), ficando em coma por cinco dias, quase vindo a falecer. Este acontecimento ajudou a trazer mais fãs para o programa, pois todos queriam conhecer o ator que quase perdera a vida. O acidente foi introduzido na história de Ponch, mostrando cenas dele no hospital e a sua recuperação com ajuda de uma bengala (obrigado Wikipédia!).

A série foi exibida inicialmente no Brasil na Rede Tupi, de 1977 até o final da emissora em junho de 1980, depois foi para a Rede Record de junho de 1980 até o fim do ano de 1983.  Depois foi exibida na Rede Bandeirantes, onde foi exibido de 1984 até 1988. A extinta Rede Manchete exibiu os episódios, de 1988 até 1993. Foi exibida pelo canal de TV a cabo TCM da SKY em 2005.

Nossos heróis apareciam em todos os episódios acompanhados de suas magníficas Kawasaki Police, motocicletas especialmente desenvolvidas para o uso policial - até hoje a Polícia Rodoviária brasileira patrulha nossas estradas com elas - motos robustas e duráveis em função da fabricação especial dos seus componentes, com a finalidade de resistir ao uso em condições sacrificantes a que as motos de patrulhamento são submetidas, tanto na parte mecânica como na parte elétrica, preparadas para o uso de sirenes, luzes especiais e rádio de comunicação. CHIPS e as Kawasaki Police tornaram-se inseparáveis, com suas imagens associadas (veja no post abaixo, matéria sobre essa incrivel moto).


Kawasaki Police e CHIPS em ação

 

No quinto ano da série, começaram alguns desentendimentos entre Érik e Wilcox, que culminaram com a saída de Wilcox do programa. A ausência do Patrulheiro Jon Baker foi sentida pelo público que aos poucos deixou de assistir CHIPS.

Depois de várias e infrutíferas tentativas de substituição do personagem por outro de mesmo carisma, a série parou de ser filmada, deixando uma grande vazio no coração dos milhões de fãs.


Ponch e Baker
protagonistas de CHIPS

 

23
Dez08

KAWASAKI POLICE, A MOTO QUE FICOU FAMOSA NA TV

Mário Sérgio Figueredo

Se o prezado leitor tiver um pouco mais de idade, certamente vai lembrar da série CHIPs (California Highway Patrol) estrelada por Erik Estrada (Frank “Ponch” Poncherello) e Larry Wilcox (“Jon” Baker), grande sucesso da TV nos anos 1977 a 1983. As motos que ambos pilotavam durante os episódios no patrulhamento das rodovias californianas, eram exemplares de uma linha especial produzida pela Kawasaki, voltada para uso policial. Conheça um pouco da história dessa moto.

Com o objetivo de “quebrar” a hegemonia da Harley-Davidson no fornecimento de motocicletas para uso policial nos Estados Unidos, a Kawasaki projetou e começou a fabricar uma motocicleta especialmente desenvolvida para essa finalidade: A Kawasaki Police.

Kawasaki Police

Kawasaki Police

As motocicletas destinadas ao uso policial fabricadas pela Kawasaki foram produzidas a partir de 1975, passando por evoluções a cada modelo lançado, assegurando o conceito de “melhor motocicleta de uso policial do mundo”, título que mantém até os dias de hoje.

Sua entrada no mercado foi feita com o modelo Z1-P, em 1975 (Kawasaki Z1 de 900 centímetros cúbicos) que se diferenciava do modelo civil da marca apenas pela adição de acessórios voltados ao uso policial.Kawasaki Police

Kawasaki Police

Em 1976, com o aprimoramento do modelo, foi lançada a KZ900P, batizada de Kawasaki Police. Seu nome já evidenciava o uso a que se destinava.

Em 1977 a evolução prosseguiu e começaram a ser implementadas modificações mecânicas para melhorar a durabilidade e ciclística da motocicleta. Lançada a Kawasaki KZ900 “Special of Police” que contribuiu de forma significativa para o fortalecimento da imagem da marca. Seu uso pela polícia americana passou a ser significativo, com crescente substituição das pesadas Harleys policiais.

Em 1978 foi lançado o modelo definitivo, a Kawasaki Police KZ1000C que reunia todas as características exigidas para o trabalho policial e necessárias para desbancar a Harley-Davidson do título de “única moto de polícia”.Kawasaki Police, unanimidade entre as polícias americanas

Kawasaki Police, unanimidade entre as polícias americanas

A partir de então, todas as motocicletas Kawasaki Police (KZP) saem de fábrica na versão “único cavaleiro”, equipadas com pára-brisa, caixas laterais e bauleto, luzes de perseguição, giroflex retrátil e design que as diferenciavam do modelo similar civil da marca. Contam também com radiocomunicação, sirenes eletrônicas e gerador de energia de dupla capacidade em relação aos modelos civis. Sua ciclística foi trabalhada de forma a oferecer maior controle sobre a moto, permitindo sua pilotagem com apenas uma das mãos, dando condições do piloto utilizar-se da arma com a motocicleta em movimento.

Os pneus não foram esquecidos e para ela foram desenvolvidos modelos especiais de alta resistência, para uso em situações extremas, como a subida em meios-fios. Inicialmente esses pneus eram fabricados pela Dunlop mas devido à baixa qualidade destes, passaram a ser fabricados pela Metzeler que até hoje fornece pneus para as Kawasaki Police.

Há mais três décadas a Kawasaki fornece motocicletas para agências de imposição da lei de diversos estados americanos e polícias de várias partes do mundo. Centenas de agências policiais adotaram as Kawasaki Police por sua alta durabilidade, confiabilidade a longo prazo e custos de manutenção competitivos.Kawasaki Police - foto by Wikipédia

Kawasaki Police – foto by Wikipédia

Montadas na Kawasaki Motors Manufacturing Corp., USA, em Lincoln, Nebraska, a Police 1000 continuou seguindo esta tradição, com melhorias na sua engenharia e visual atualizado, planejadas para melhor atender às necessidades das agências de imposição da lei em qualquer lugar. A Police 1000 tinha motor de alta durabilidade de 998cc, arrefecido a ar e quatro cilindros em linha, especialmente regulado para proporcionar potência e torque excepcional de faixas de rotação média, ideal para todas as situações no trânsito. O tensionador de corrente de came automático, o sistema de lubrificação de serviço pesado e a precisa ignição equipada com transistores, melhoram a reputação do motor por sua baixa manutenção. Montadas com exigentes padrões da Kawasaki USA, as máquinas Police 1000 atendiam aos mais severos requerimentos de segurança e operação e ganharam a lealdade e respeito das agências de imposição da lei no mundo inteiro.

Breve resumo técnico da Kawasaki Police
– Motor: 4 cil em linha, 4 tempos, DOHC.
– Cilindrada: 998cc.
– Partida: Elétrica.
– Diâmetro x Curso: 69,4 x 66,0mm.
– Relação de Compressão: 9,2:1.
– Arrefecimento: Ar/óleo.
– Carburador: BS34 x 4 Mikuni.
– Ignição: Controle por Transistores (TCBI)
– Câmbio: 5 marchas.
– Chassi: Berço duplo, com aço para serviço pesado.
– Inclinação/trilha: 27 graus/4,5 pol.
– Suspensão dianteira: Garfo telescópico hidráulico de 38mm.
– Suspensão traseira: Braço de balanço com dois amortecedores reguláveis.
– Deslocamento da roda dianteira: 6,3 polegadas.
– Deslocamento da roda traseira: 5,1 polegadas.
– Pneu dianteiro: MN 90-18 4PR, tipo retenção especial.
– Pneu traseiro: MN 90-18 4PR, tipo retenção especial.
– Freios, dianteiro/traseiro: Disco hidráulico duplo / Disco.
– Comprimento total: 90,2 pol.
– Largura total: 35,2 pol.
– Altura total: 61,4 pol.
– Distância do chão: 6,3 pol.
– Altura do assento: 30,7 pol.
– Peso seco: 595 lbs.
– Tanque de combustível: 4,0 gal.
– Distância entre eixos: 60,4 pol.

Kawasaki Shelves Concours 14P - foto by José Ybarra

Kawasaki Shelves Concours 14P – foto by José Ybarra

Sua evolução natural foi a Kawasaki Police Shelves Concours 14P, derivada da Concours de uso civil, entretanto em 2012 sua produção foi suspensa pela Kawasaki devido a problemas não resolvidos nem por uma bateria suplementar, devido a sobrecarga no sistema elétrico, provocada pelo grande número de equipamentos adicionados ao modelo. Segundo o  site americano policemag, sua produção somente será retomada quando esse problema for sanado.

 

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