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BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

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05
Nov19

Yamaha RD 500LC, um privilégio para poucos

Mário Sérgio Figueredo
 
 
Yamaha RD 500LC, fabricada apenas entre 1984 e 1986

Yamaha RD 500LC, fabricada apenas entre 1984 e 1986

Praticamente todo mundo que se liga em motos já ouviu falar na lendária Yamaha RD 350, apelidada carinhosamente de “Viúva Negra”. Ela reinou no Brasil desde a primeira versão, lançada em 1973, até a última em 1995. O mesmo aconteceu com a sua sucessora noutros países, a Yamaha RD 400, fabricada de 1976 a 1979.

O ponteiro do velocímetro era "desobediente" e insistia em ultrapassar as 150 m/h (240 km/h), marcação superior de velocidade da RD 500

O ponteiro do velocímetro era "desobediente" e insistia em ultrapassar as 150 m/h (240 km/h), marcação superior de velocidade da RD 500

Tratava-se de uma moto espetacular, mas que surgiu numa época em que as rígidas leis de controle de emissão de poluentes já se impunham mundialmente, decretando de forma irreversível a morte dos fumacentos motores 2T. Por esse motivo foi comercializada oficialmente apenas em alguns países.

Dois escapamentos ficavam escondidos sob a carenagem da rabeta

Dois escapamentos ficavam escondidos sob a carenagem da rabeta

Os únicos mercados que a aceitaram foram o Canadá, Austrália, Áustria, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Japão, Noruega, Suécia e Reino Unido, enquanto o principal mercado mundial de motocicletas, os EUA, não permitiu sua comercialização. Com isso o projeto perdeu força e sua produção foi descontinuada. Poucas unidade chegaram ao Brasil, trazidas por importadores independentes.

Prospecto da RD 500LC em 4 línguas, dos países em cujos mercados ela era comercializada

Prospecto da RD 500LC em 4 línguas, dos países em cujos mercados ela era comercializada

Dotada de um forte motor dois tempos (2T) com 4 cilindros em “V” de alta performance, era uma moto de apenas 500 cc e 85 HP, que chegava facilmente aos 240 km/h com sua motorização original de fábrica. Com o motor preparado, quando se obtinha até 110 hp na roda,  beirava os 290/300 km/h, proeza difícil para motos com motores 4T de mesma cilindrada até nos dias de hoje.  Por conta das leis japonesas, a versão exclusiva para aquele país foi limitada em 64 hp.

Raio X da máquina e do seu motor com duplo virabrequim

Raio X da máquina e do seu motor com duplo virabrequim

Foto de um site de classificados espanhol; à venda na cidade de Barcelona por 9.500,00 € (Euro)

Foto de um site de classificados espanhol; à venda na cidade de Barcelona por 9.500,00 € (Euro)

 

05
Nov19

Desejo de ser grande: réplicas

Mário Sérgio Figueredo

Em vários países do mundo, principalmente na Europa, os fabricantes produzem réplicas de suas motos mais desejadas para atender os motociclistas novatos. Sabemos que no princípio você não vai acreditar neste texto. Mas saiba que tudo que vai ler é a mais pura verdade. Tudo é facilmente comprovável numa visita rápida aos sites europeus da Honda, Yamaha e Suzuki, cujos links estão lá no final deste texto. Deixe para acessá-los depois de ler tudo.

Honda CBR 125R  modelo 2015, disponível no mercado Europeu

Honda CBR 125R modelo 2015, disponível no mercado Europeu

Suzuki Burgman Executive 125cc

Suzuki Burgman Executive 125cc

É sabido que a forma como se obtém a Carteira Nacional de Habilitação para motos aqui no Brasil permite que o indivíduo, ao receber sua CNH já está apto – perante a lei – a sair por aí pilotando qualquer moto, de qualquer cilindrada, seja ela uma pequena Titan ou uma potente Hayabusa, mesmo sem estar preparado ou treinado para isso e colocando em risco a sua vida e a de terceiros.

Ao contrário do Brasil, em alguns países da Europa, América do Norte e Oceania as leis são mais “inteligentes” do que as nossas e sabem evitar os riscos de dar uma licença para usar qualquer moto sem nenhuma experiência. E por esse motivo estabelecem critérios mais rígidos aos candidatos à habilitação de motos.

Acredite, essa Varadero tem apenas 125cc, mas com motor mais preparado

Acredite, essa Varadero tem apenas 125cc, mas com motor mais preparado

Em países como Canadá, Austrália, Espanha, Portugal e Inglaterra entre outros, a obtenção da carteira de habilitação para motos exige que o candidato passe por níveis ou degraus de escalonamento, iniciados por motocicletas de 125cc. O piloto neófito é impossibilitado por lei de pilotar motos de maior cilindrada por períodos que mudam de país para país, mas que chegam a até um ano. Com o tempo e, consequentemente, mais experiência, adquire-se o direito de pilotar motos de maior cilindrada e potência.

Suzuki Marauder 125cc - o modelo original tem 800cc

Suzuki Marauder 125cc – o modelo original tem 800cc

Não importa o poder aquisitivo do recém-habilitado. Todo cidadão tem a obrigatoriedade de obedecer esse limite, sob pena de sofrer os rigores da lei.

E é por isso que lá você pode encontrar estas motos das fotos. Atentas a esse detalhe sobre as regras para habilitação, as grandes montadoras de motos incluem em seus portfólios de produtos, réplicas das suas grandes motos, só que equipadas com motores de 125cc.

Mas não são os motores a que estamos acostumados aqui no Brasil, mas outros, dotados de tecnologia de ponta, incomum em motores de 125cc, tais como injeção eletrônica, 1 ou 2 cilindros, refrigeração líquida, controle computadorizado e curto percurso do pistão para oferecer respostas instantâneas de solicitação de potência. Essa preparação se faz necessária para deslocar o peso adicional.

Que tal uma R1 com apenas 125cc? Pois ela é fabricada para o mercado europeu

Que tal uma R1 com apenas 125cc? Pois ela é fabricada para o mercado europeu

Ou uma réplica das grandes RR da Honda mas também com 125cc?

Ou uma réplica das grandes RR da Honda mas também com 125cc?

As diferenças não param por aí. Essas “pequenas” motos contam ainda com freios à disco de dimensões maiores, suspensão mono-amortecida e escapamentos em titânio ou carbono, à escolha do cliente. Na verdade são motos diferentes dos modelos de entrada de cada fabricante, os detalhes e acessórios citados fazem a diferença e motivam aqueles que e querem e podem ($$$) ter a sua moto diferente e mais sofisticada.

Parece a Shadow 750, mas sua "alma" é um motor de 125cc em "V"

Parece a Shadow 750, mas sua “alma” é um motor de 125cc em “V”

Se não olhar direito, vai achar que são motos de maior cilindrada. Quer ver mais? Consulte os portais europeus das marcas HondaYamaha e Suzuki.

 

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