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BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

BLOG DO MÁRIO

Neste blog eu posto de tudo um pouco, prezando sempre por assuntos que despertam interesse do leitor, evitando assuntos polêmicos como política, religião e futebol. Boa leitura! Eu sei que você vai curtir.

10
Abr20

Desafiando a Trilha do Telégrafo

Mário Sérgio Figueredo

Telegrafo_01.jpg

 

A Trilha do Télegrafo, ou Caminho do Imperador, é uma estrada de 114 km ligando Guaraqueçaba no Paraná a Cananéia no Estado de São Paulo. Construída no século XIX por ordem do Imperador Dom Pedro II, sua função era fazer ligação da Província de São Sebastião com as regiões mais ao sul.

Em meados do ano de 1840, recebeu um piso de pedras que permitia o trânsito de carroças e trinta anos depois, em 1870, o então Imperador determinou que fosse construída às margens da estrada, uma linha de telégrafo que fizesse comunicação com o sul do país, na época da Guerra do Paraguai, ganhando assim o nome de TRILHA DO TELÉGRAFO.

Telegrafo_03.jpgAs motos, quatro Ténéré 250, uma XT 660 e uma Ténéré 660

Com o passar dos anos e a falta de conservação, a estrada deteriorou-se, chegando ao ponto de ficar praticamente intransitável para os tradicionais veículos de quatro rodas. Hoje trafegam pela trilha, com sérias dificuldades, apenas motos, quadriciclos e animais de carga.

Telegrafo_04.jpgA dificuldade de acesso conserva intocada a floresta nativa; espetacular

O verdadeiro desafio da trilha são “apenas” os 12 km que separam as vilas de Boituva (PR) e Santa Maria (SP) mas as dificuldades apresentadas nessa pequena distância transformaram a trilha no paraíso de motociclistas aventureiros, exigindo de quem decide transpô-la, muito vigor físico, disposição e equipamento adequado.

Telegrafo_05.jpg12 quilômetros de muito barro

Em 2004 , Cacá Clauset descreveu assim a Trilha do Telégrafo em uma reportagem para a revista quatro rodas: “Entre os jipeiros, o Telégrafo é considerada a mais difícil trilha do Brasil, reunindo mata fechadíssima em vários trechos, solo com lama negra e muita água caindo do céu — a região tem um dos índices pluviométricos mais altos do país”. Pois foi nesse cenário que seis amigos curitibanos resolveram se aventurar em novembro de 2012.

Telegrafo_01.jpgQuando um cavalo de força, ou melhor, uma mula de força, fala mais alto que os 48 CV da máquina

Nossos heróis são Anderson Druszcz, Fernando Azevedo, Rogério Tomio, Jacson Coimbra, Márcio Camargo e Rafael Martins, proprietários de motos Yamaha, sendo quatro XTZ 250 Ténéré , uma XT 660R e uma XT 660Z Ténéré. Vigor físico e disposição o sexteto tinha de sobra, só esqueceram de uma coisa: equipamento adequado. As motos utilizadas estavam exatamente como vieram de fábrica, inclusive os pneus lisos, inadequados para o tipo de piso que iriam enfrentar na difícil jornada. Uma aventura dessas exigiria pneus 100% off-road, mas o grupo não sabia exatamento o que os esperava e resolveu ir para “o que der e vier”.

Telegrafo_08.jpg
Cair com a moto praticando off-road é inevitável

O vídeo da aventura (17m51s) postado no Youtube por Anderson mostra detalhes das dificuldades que o grupo enfrentou ao passar por lugares praticamente intransponíveis, exigindo até o auxílio de um animal para retirar quatro motos do atoleiro. Vendo as fotos o leitor deve questionar o por quê de não passar pela grama; pois lá é que está o verdadeiro atoleiro. Ao contrário da área com vegetação, a estrada barrenta ainda tem a base do piso mais consistente, que evita o afundamento da moto até o chassi.

Curta o vídeo da aventura (17m21s)

ENTREVISTA
Bate-papo com Márcio Camargo, idealizador da aventura e motivador do grupo.

Que tipo de preparação vocês tiveram?
Márcio: Nenhuma, não sabíamos o que encontraríamos pelo caminho. Quando estávamos na metade da trilha é que nos demos conta da fria em que tínhamos nos metido.

Telegrafo_06.jpg
Enquanto a "Nandinha" não chegava

Não imaginaram que os pneus lisos trariam problemas?
Márcio: O nosso pensamento era: se não der, voltamos.

Em algum momento pensaram em desistir?
Márcio: Isso passava pela cabeça de alguns, mas demos apoio uns aos outros e continuamos até o final.

Quantas horas demoraram para percorrer os 12 km mais difíceis?
Márcio: Praticamente 26 horas, entramos às 16h do dia 15 e saímos no dia 16 às 17h40.

Telegrafo_07.jpgApós cada curva uma nova surpresa

Cite fatos curiosos e interessantes da travessia.
Márcio: Os atoleiros, pontes e locais onde era necessário estudar a melhor maneira de passar, alguns bichos que à noite não conseguíamos visualizar totalmente ou até não identificarmos quais eram. E não podemos nos esquecer da Nandinha (a mula), que puxou as motos do Fernando, Jacson, Rafael e Rogério Tomio.

Voltaram pela trilha?
Márcio: Não. Saímos em Porto Cubatão e voltamos a Curitiba pela BR 116.

Fariam de novo?
Márcio: Estamos planejando fazer quando completar 1 ano, só que desta vez com pneus apropriados!

Chegaram muito cansados no final da jornada?
Márcio: Acabados seria a melhor palavra. Mas no final da jornada deu tudo certo, e ficamos com muitas histórias para contar.

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Quando menos se espera, outro tombo; foram muitos

Telegrafo_10.jpgUma subidinha dessas é um desafio que exige alguma experiência

Telegrafo_11.jpg
O sacrifício é recompensado quando se chega a lugares como esse

Telegrafo_12.jpgAs motos ficaram com barro até no documento


LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Telegrafo_13.jpg

Matéria publicada originalmente no site Motonline em setembro de 2013

Rodape.jpg

 

 

09
Abr20

Fora do asfalto é sempre mais divertido

Mário Sérgio Figueredo

ForaEstrada_01.jpgE lá no meio do mato tinha uma ponte - foto: Valdecir Coelho de Souza

Quando se fala em off road os leigos logo imaginam motos trail preparadas ou “depenadas”, pneus cravudos para uso no barro, trajes especiais para a prática de trilhas pesadas e outros acessórios para a segurança do piloto e da moto. Até certo ponto não estão enganados porque quem pratica trilha, que é um off road nível hard, precisa de tudo isso.

ForaEstrada_02.jpgSó no off road você passa por lugares como esse - foto: Ricardo Kadota

Mas há também outro tipo de off road, mais brando, apenas turístico, onde a galera se reúne apenas para passear em pequenas estradinhas por regiões rurais. Esses passeios muitas vezes são tão brandos que podem ser feitos por motos custom ou street. A grande vantagem é que a baixa velocidade desses passeios permite a integração do bando à paisagem, provocando muitas paradas para apreciar os animais nos sítios e fazendas, os rios e córregos que são encontrados pelo caminho, sem contar ainda o prazer de tomar um refrigerante gelado nos pequenos botecos que existem nos lugarejos por onde se passa.

ForaEstrada_03.jpgNo Macacos da Lama 2016 o passeio previa muitas travessias de riachos - foto: Ricardo Kadota

Quem já experimentou um passeio desses sabe que o estresse provocado pela vida nas grandes cidades vai ficar por lá, no meio da mata. Ao final do dia volta-se para casa com o corpo moído, mas de alma lavada e as baterias recarregadas para mais uma semana turbulenta no trabalho. Há quem opte por passear no asfalto pois prefere o conforto e a velocidade, mas asseguro que depois de experimentar um passeio off road irá mudar radicalmente de opinião e logo também comprará a sua trail.

ForaEstrada_04.jpg
O evento anual do Bando do Macaco tem até logotipo

Essa modalidade de motociclismo ganha novos adeptos a cada dia, nem sempre da mesma cidade ou estado – as redes sociais aproximaram e facilitaram a criação de amizades com pessoas distantes – e como exemplo vamos falar de dois grupos que levam essa terapia muito a sério.

O primeiro grupo é formado por uma turma com motonliners de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina e se chama “Bando do Macaco”, que realiza anualmente um evento batizado de “Macacos na Lama”. Nos dois últimos anos o passeio aconteceu em estradas de terra nas Serras Catarinenses, desconhecidas daqueles que viajam apenas pela Serra do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco. Somente quem é do lugar conhece essas estradinhas recheadas de pontes e riachos. Nos últimos dois anos o guia foi o Valdecir (Prancha), integrante do grupo e morador da cidade de Otacílio Costa (SC), com sua Yamaha XT 660.

ForaEstrada_05.jpg
Foto oficial do Bando do Macaco em São José dos Ausentes (SC) - foto: Ricardo Kadota

Protagonistas do Bando do Macaco: João Antonio de Souza e esposa Pâmela, Luli Silva, Whuanderson Silva, Suellen Cardoso, Valdecir Coelho de Souza (Prancha) e esposa, Taísa Caliari, Fábio Lasmar, Cristiane Costa, Sidious, Claudio Fernandes Lage, Marcelo Eyng, Léia Mayer, as crianças Júlia e Sofia e Ricardo Kadota (Rock), autor da foto.

Outro bando que curte esse tipo de terapia é de Florianópolis e ainda não tem um nome definido. São amigos que se reúnem periodicamente para sujar um pouco as motos de barro. Um dos últimos passeios foi gravado em vídeo e muito bem editado pelo motonliner Flávio Ricardo. Importante ressaltar que no meio das motos trail tem uma custom Suzuki Intruder 125cc, provando que dá para encarar essas trilhas brandas com qualquer tipo de moto.

Curta o vídeo gravado pelo Flávio Ricardo:


Protagonistas: Junior Brow: CRF 250, Fernando Weiss: 800 marrom, Luiz Fernando: 800 branca, Josemar Stähelin: 800 branca capacete amarelo e Flavio Ricardo: Intruder 125

 

09
Abr20

Estrada da Graciosa, um pedaço do paraíso na terra

Mário Sérgio Figueredo

Graciosa_01.jpgPortal no início da Estrada da Graciosa, logo que se sai da BR-116

A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é uma estrada pertencente ao governo do Paraná que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado, interligando a capital Curitiba às cidades de Antonina e Morretes.

Por atravessar o trecho mais preservado de Mata Atlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e pelos belos riachos que nascem na Serra do Mar, sendo o principal deles o Rio Nhundiaquara com suas águas cristalinas, em 1993, parte do trecho da Serra foi declarada pela Unesco como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Na região, existem dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual da Graciosa e o Parque Estadual Roberto Ribas Lange.

Graciosa_03.jpgA estrada mescla piso asfaltado e os originais paralelepípedos da época da sua construção

Morretes é uma cidade turística do Estado do Paraná, encravada no meio da belíssima paisagem da Serra do Mar e a Estrada da Graciosa é o melhor, mais curto, mais barato (não pedagiada) e mais prazeroso caminho para se chegar lá a partir de Curitiba (70 km), passando também pelo município de Quatro Barras.

Datam do início do século XVIII as primeiras notícias sobre a pioneira Trilha da Graciosa, que deu origem ao trajeto. As obras de construção da estrada foram concluídas em 1873, tendo sido iniciadas logo após a criação da Província do Paraná, por ordem do seu primeiro presidente. Até a metade do século XX, a Estrada da Graciosa permaneceu como única estrada pavimentada do Estado, sendo importante rota de escoamento da produção agrícola (café, erva-mate e madeira) do Paraná rumo aos Portos de Paranaguá e Antonina, outra cidade turística paranaense, distante a apenas 15 km de Morretes.

Por estar tão perto da capital paranaense a Estrada da Graciosa é passeio constante dos motociclistas curitibanos e, basta passar apenas uma vez por lá para descobrir o por quê. Suas curvas abundantes são apaixonantes, isso somado à exuberante paisagem verde formada pela grande variedade de plantas que compõem a mata atlântica, a quantidade de rios e cachoeiras próximas ao leito da estrada e ao grande número de recantos com churrasqueiras e sanitários em toda a extensão da parte de serra, que lotam nos finais de semana com famílias fazendo churrasco e se confraternizando.

Graciosa_04.jpgTrecho da estrada com paralelepípedos do século XVIII

Dos vários rios do trajeto, o principal é o Nhundiaquara que, em vários pontos ao lado da estrada, oferece e convida para um mergulho em suas águas frias e transparentes. Até uma pesca de lambari pode ser incluida no programa. O principal “balneário” do rio localiza-se num lugarejo chamado Porto de Cima, onde há uma ponte centenária que só permite a passagem de um carro ou moto de cada vez. De cima da ponte tem-se a visão de famílias banhando-se ou praticando o que chamam de “boiacross”, que é a descida do rio flutuando em câmaras de ar de automóveis.

Graciosa_13.jpgPonte centenária em Porto de Cima - Morretes/Pr. - Foto by: Vila do Artesão

Em todo o trajeto é farta é a existência de bancas, quiosques, lanchonetes e restaurante que comercializam produtos e a comida típicos da região, como farinha de mandioca, cachaça e doces de banana e o delicioso barreado, prato herdado da cultura dos antigos tropeiros que faziam a rota Paranaguá-Curitiba transportando produtos em lombo de mulas.

Graciosa_05.jpgA bela e bucólica cidade de Morretes, cortada pelo Rio Nhundiaquara

Ao final da estrada chega-se a Morretes que data de 1721, quando foi fundada como povoado, passando a município apenas em 1841. A cidade é cortada pelo Rio Nhundiaquara e oferece uma paisagem bucólica e nostálgica, com seu coreto na praça central, os casarões e palmeiras do tempo do império e ruas ainda com o pavimento secular. Aos turistas são oferecidos ótimos restaurantes como o Madalosso, que serve o tradicional barreado acompanhado de peixe frito e camarões, mas também tem restaurantes mais modestos para quem não quer gastar muito, como o anexo ao Posto Robassa na saída para Paranaguá, onde é possível comer peixe frito no sistema self-service, por preço bem mais acessível.

Graciosa_06.jpgEm determinadas épocas do ano o trajeto é todo adornado por milhares de hortências floridas

Se estiver com tempo sobrando, há ainda a opção de ir até Antonina, cidade histórica datada de 1648 (15 km de morretes – fundos da baia de Paranaguá) ou Guaraqueçaba (80 km de estrada não pavimentada – tentadora para quem tem moto trail).

Graciosa_07.jpgAté 1969 a Estrada da Graciosa era a única ligação rodoviária da capital com o litoral paranaense, por onde trafegavam todos os caminhões com destino ao porto de Paranaguá; ferraduras como essa exigiam manobras complicadas dos grandes caminhões da época

Em sua próxima viagem ao sul do país, não deixe de incluir a Estrada da Graciosa no seu roteiro, pois será um passeio encantador e inesquecível. Se o seu destino for Santa Catarina, a Estrada da Graciosa serve como caminho alternativo, passando pelas cidades de Matinhos e Guaratuba (ferry-boat), pegando a BR-101 na cidade de Garuva (SC).

Graciosa_08.jpgA paisagem fica, mas a imagem e o prazer são gravados na mente e no coração

Graciosa_09.jpgA foto foi tirada numa segunda-feira, mas nos finais de semana é grande a concentração
de motociclistas que optam por simplemente descer e subir a Estrada da Graciosa

Graciosa_10.jpg
Recanto às margens do Rio Nhundiaquara, tentador convite para um mergulho

Graciosa_11.jpgLocalize-se

Graciosa_12.jpgCaminho alternativo para pegar a BR-101 a partir de Morretes; inclui a travessia da Baia de Guaratuba pelo ferry-boat

 

09
Abr20

Dicas quentes para quem vem para o Sul

Mário Sérgio Figueredo

RASTRO DA SERPENTE

Caso você esteja planejando motoquear aqui pras bandas do Paraná e Santa Catarina, é bom saber que existe um caminho alternativo para se chegar a Curitiba, partindo de São Paulo, passando por Apiaí (SP) - venha por Sorocaba, Itapetininga e Capão Bonito. De Apiaí a Curitiba (PR-476) a estrada é chamada de “Rastro da Serpente“, em alusão às mais de 800 curvas em apenas 127 km. A estrada é muito perigosa, sem acostamento, grande fluxo de caminhões, e pouca coisa para se ver além de natureza exuberante. Mas apesar de tudo isso, a estrada por si só já vale o passeio.

Recomendação de boa comida em Apiaí é o Restaurante Pilão, na avenida principal.

RastroSerpente.jpg
Rastro da Serpente – foto: Diário de Motocicleta

 

DESVIO PELA ESTRADA DA GRACIOSA

Caso queira desviar seu trajeto pela Estrada da Graciosa sem passar por Curitiba, vá até o Portal da Graciosa na BR-116 onde começa a Estrada da Graciosa (uma das mais bonitas do Brasil). Depois siga até Garuva/SC (início da BR-101 na Região Sul).

Para quem vem de São Paulo pela BR-116, o Portal da Graciosa fica 30 km antes de chegar em Curitiba, onde há um trevo onde começa a Estrada da Graciosa, que te leva da BR-116 até o Município de Garuva (início do trecho sul da BR-101), passando por Morretes, uma das mais bucólicas cidades do litoral paranaense, Matinhos e Caiobá, até chegar ao ferry boat que faz a travessia até Guaratuba.

Apesar de não te deixar passar por Curitiba, é um caminho que vale a pena. Veja no mapa:

Graciosa.jpg
Caminho alternativo pela Estrada da Graciosa

Programa que não pode faltar em Morretes (PR) é provar o Barreado, prato típico paranaense, que é servido acompanhado de peixe e camarão fritos.

 

PONTE INVERTIDA DO RIO SÃO JOÃO

Chegando em Garuva (SC), onde começa a parte sul da BR-101, não deixe de ir até a Ponte Invertida do Rio São João, que fica a aproximadamente 4 km do trevo de Garuva em direção a Curitiba - pode ir tranquilo que tem retorno fácil após visitá-la.

PonteInvertida_01.jpgPonte invertida ou ponte baixa do Rio São João em Garuva (SC)

Siga de Garuva como se fosse ir para Curitiba e, uns 4 km adiante, após uma leve curva, você vai avistar o pedágio. Uns 200 metros antes das cabines há uma saída perpendicular (de terra) à sua direita. Pegue essa saída, ande 100 metros e vire à esquerda. Ande mais uns 1.000 metros (Estrada Celso Ramos) e vai chegar nesse lugar da foto e do mapa.

Se não tiver chovido o nível da água estará baixo e pode atravessar de moto (ou de carro) sem medo de ser feliz. Sei que você vai atravessá-la várias vezes e fará vídeos e fotos espetaculares, mas lembre-se, ande pela parte plana por onde passam as rodas dos carros. Andar pelo meio é tombo na certa.

PonteInvertida_02.jpg
Localização da ponte invertida do Rio São João em Garuva (SC)

Siga a mesma estrada, pelo mesmo lado do rio que você chegou, por uns 500 metros, e estará de volta à BR-376 (BR-101) com retorno bem em frente. Nesse ponto tem uma lanchonete/restaurante que serve uma chuleta com comida caseira muito saborosa e com preço honesto.

 

SERRA DONA FRANCISCA

Indo em direção a Joinville/SC, a 23 km de Garuva, tem uma entrada bem sinalizada à direita, para as localidades de Pirabeiraba e São Bento do Sul. Pegando essa estrada (SC-301), você anda 17 km e chega à Serra Dona Francisca. É curtinha mas muito bonita, com asfalto de primeira qualidade e curvas de arrepiar.

Pouco antes da Serra Dona Francisca (km 84) tem o Restaurante Serra Verde, onde se serve o melhor marreco assado recheado do planeta, acompanhado de comida típica alemã. Você vai experimentar um festival de sabores. Caso esteja economizando, eles servem também buffet, com preço bem acessível.

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Serra Dona Francisca – foto: site KekantoDonaFrancisca_2.jpg
Como chegar à Serra Dona Francisca

 

REGIÃO DOS CAMPOS GERAIS

Se o seu destino é o interior do Paraná ou Foz do Iguaçu, entre Curitiba e Ponta Grossa você vai passar pela belíssima Região dos Campos Gerais, que inclui lugares como o Recanto dos Papagaios, Arenitos de Vila Velha, Furnas e Lagoa Dourada, todos lugares que constam do roteiro turístico paranaense.

Vila Velha constitui-se de arenitos em formas conhecidas, esculpidos pelo vento por milhares de anos. Já Furnas são crateras, provavelmente formadas por meteoros, com 50 metros até à linha d’água e mais 50 metros sob a água. O Recanto dos Papagaios é um recanto público com piscinas naturais, churrasqueiras, um rio e muito lugar para caminhar e até fazer pequenas escaladas. A Lagoa Dourada apresenta águas translúcidas onde pode-se observar o fundo do lago e ver os grandes cardumes de peixes. Acredita-se que ela tenha ligação subterrânea com as águas de Furnas.

CamposGerais_01.jpg
Região dos Campos Gerais entre Curitiba e Ponta Grossa

Gostou das dicas? Então carregue seus alforjes e bora pra estrada com os amigos.

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